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    A FALÁCIA DO SOCIALISMO (Parte I)

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  • A FALÁCIA DO SOCIALISMO (Parte I)

    Por:Geraldo Gomes - Colunista do Jornal O Espeto

    Ledo engano é uma expressão da língua portuguesa para indicar que o erro que alguém cometera não fora de propósito, mas, fê-lo com boas intenções, pensando ter sido útil a alguém ou à sociedade como um todo. Este é o caso clássico de Karl Marx quando, auxiliado por Friedrick Engerls, no século XVlll, condensou e incrementou as ideias socialistas preexistentes. A ideologia socialista não nasceu com Marx. Ele apenas implementou-a. A palavra socialista aqui é uma forma eufemística de se falar do comunismo. A doutrina socialista que incentiva a luta de classes dizendo que esta luta é em benefícios dos mais pobres é muito antiga. Platão, em 427 a. C, em seu livro A REPÚBLICA propôs um modelo que julgava ideal para a sociedade. O modelo de governo de Platão previa a eliminação da propriedade privada e a supressão do núcleo familiar, duas coisas que hoje sabemos são pilares de uma sociedade moderna, próspera, avançada e organizada.
    No período medieval, quando o sistema socioeconômico europeu era o feudalismo, pequenos grupos como os Cátaros e os Valdenses ensaiaram algum tipo sociedade em comum, porém, eram movidos mais por forças de cunho religioso do que por preocupações materiais ou políticas. Na sequência histórica dos ideais socialistas vários pensadores concorreram com suas teorias. Dentre eles podem ser citados: Thomas Munzer (1489-1525), Robert Owen (1771-1858), Etiene Cabet (1788-1856), Charles Fourie (1771-1837). Durante e após a revolução francesa houve na França o movimento comunista babovista comandado por Francois Nobel Babeuf (1760-1797) cognominado Gracchus Babeuf, cuja ideologia previa o controle estatal de toda propriedade e de todos bens. Guilhotinado Gracchus em 1797, o movimento babovista continuou por algum tempo até evaporar-se no calor da revolução industrial que estava em plena marcha no início do século XlX.
    No discurso, os socialistas sempre dizem estar a favor dos menos favorecidos. Alegam que lutam pelos pobres. Esta é a ideia central de todo movimento socialista. O pobre é a matéria prima dos socialistas. Dizem lutar pelos pobres mas na verdade não querem que estes deixem de existir. A luta dos socialistas é um engodo constante. Basta ver o que aconteceu no Brasil nos últimos anos: quando a ex-presidente impitimada deixou o poder havia quatorze milhões de desempregados em nosso país, número muito superior àquele número de pessoas sem emprego no início de sua gestão. A administração socialista no Brasil nunca teve um projeto de governo. Teve sim um projeto de perpetuação no poder, e, para levar à frente este projeto, o pobre foi a matéria prima básica. Basta verificar entre os milhões de desempregados e fazer-se uma simples pergunta: havia algum rico desempregado entre eles?..... A resposta é não....O sistema socialista é uma fábrica de pobres. Basta ver o que aconteceu em Cuba sessenta anos após a implantação deste regime: noventa e três por cento da população vive em extrema pobreza, recebem migalhas do governo para não morrerem de fome. Um professor universitário recebe mensalmente sessenta dólares como salário. O mesmo acontece com um engenheiro ou um médico. Comem com suas famílias o que o governo fornece na libreta, tudo racionado pelo governo. E os sete por cento restante da população?... São os dirigentes do partido comunista e seus penduricalhos.
    A falsa preocupação com os pobres pode ser verificada na Bíblia Sagrada, no Evangelho de João. Escreveu João que estando Jesus em Betânia, seis dias antes da páscoa, na casa de Lázaro a quem Jesus ressucitara, prepararam um jantar para Ele e seus discípulos.
    Geraldo Gomes é Economista e professor aposentado do IFMG. E-mail gegomes2@yahoo.com.br