Audiência reacende debate sobre uso medicinal da cannabis Especialistas pedem ajuda da ALMG para mudar legislação que proíbe produção e comercialização da maconha.

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  • Audiência reacende debate sobre uso medicinal da cannabis Especialistas pedem ajuda da ALMG para mudar legislação que proíbe produção e comercialização da maconha.

    Uma audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta quarta-feira (13/3/19), reabriu, no âmbito do Legislativo, a discussão sobre o uso medicinal da maconha. Deputados, médicos e familiares de pacientes que precisam da substância defenderam a revisão imediata da legislação e dos protocolos que impedem ou dificultam o tratamento com a cannabis (nome científico da planta).

    Pelo debate, percebe-se que a questão é bastante complexa, porque tem como pano de fundo a discussão sobre o que são drogas lícitas e ilícitas no país, o uso e o abuso dessas substâncias. A legislação brasileira coloca a planta no rol dos entorpecentes e proíbe seu cultivo e comercialização.

    De acordo com os presentes à audiência, a permissão para uso medicinal é bastante restrita; o SUS, na maioria dos Estados, só fornece a substância sob decisão judicial; e o produto, importado e muito caro, é de difícil acesso para a maioria dos pacientes.

    Ainda segundo relatos dos participantes, esse cenário faz com que centenas de famílias gastem fortunas para aquirir o produto ou se aventurem na clandestinidade; outras simplesmente vêem seus entes queridos agonizarem em crises convulsivas ininterruptas, por exemplo, sem ao menos ter a prescrição da maconha. O medicamento importado custa cerca de US$ 250 cada ampola e demoraria meses para ser liberado, depois de chegar ao país.

    Leia a matéria na íntegra.

    Fonte: ALMG