Lançado em Ouro Preto campanha contra queimadas para conscientização e combate a incêndios

    Incêndio florestal é crime!

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    Prefeitura lança campanha contra queimadas para conscientização e combate a incêndios

    Estamos em período de seca e as áreas verdes têm sido alvo de incêndios criminosos. É preciso ter ciência da gravidade dessa ação e, por isso, a Prefeitura de Ouro Preto lança a “Campanha contra queimadas” como forma de combater esse crime no Município.

    Não só as áreas verdes das estradas e unidades de conservação precisam de atenção, mas também o perímetro urbano da cidade que é cercado por uma vasta biodiversidade. Focando nesses pontos, o secretário municipal de Meio Ambiente, Chiquinho de Assis, faz uma analogia da importância dessa campanha para Ouro Preto. “O principal ponto de ataque do Coronavírus é o pulmão, então, nesse momento, qualquer ação irresponsável de projetar partículas de fumaça para o ar vai prejudicar a saúde dos ouro-pretanos e a biodiversidade”. Chiquinho também explica que as serras são áreas de recargas hídricas que recebem as águas destinadas aos córregos, rios e pontos de captação de água. Essas regiões, quando passam por queimadas, veem-se bastante ameaçadas, não somente na época de seca, mas também no período chuvoso, pois todo aquele material de cinza em decomposição desce e entope a estação de captação, trazendo prejuízo ao abastecimento de água.

    Mas qual a diferença entre as áreas verdes dentro da cidade e as unidades de conservação?

    De acordo com Chiquinho, os parques do Itacolomi, do Tripuí, da Cachoeira das Andorinhas são unidades de conservação protegidas pelo Estado e que possuem equipe de brigadistas e profissionais para assistir os eventos decorrentes das queimadas. Já as áreas urbanas possuem um leque de vegetação, mas não possuem proteção específica em caso de incêndios, o que as deixam vulneráveis às queimadas.

    O secretário reforça a participação popular e que as medidas de combate serão firmes. “Seremos severos. Queimada florestal é crime! As polícias Militar e Ambiental, o Corpo de Bombeiros e os fiscais estão atentos. Estamos buscando apoio de drones para identificar os criminosos que provocam esses incêndios. É comprovadamente certo que não há incêndio natural na nossa região, todos são criminosos, desde o toco de cigarro que é jogado na beira da estrada àquela pessoa que coloca fogo para fazer o seu pasto, são ações delituosas que serão combatidas por todos nós”.

    O comandante da Cia de Bombeiros de Ouro Preto, capitão Márcio Gustavo Guerra de Toledo, ressalta a importância da população na fiscalização das ações suspeitas. “O que vemos são incêndios criminosos, são pessoas que por algum motivo ou por maldade colocam fogo nesses lugares. Ressalto que todos os cidadãos são potenciais fiscais. Hoje, praticamente todo mundo tem telefone e se vir algo suspeito, grave, tire foto e, principalmente, se vir alguém com atitude suspeita, ligue 190, chame a Polícia Militar, a Guarda Municipal, esses órgãos irão de encontro a essas pessoas e com provas é mais fácil identificar esses criminosos”.

    Guilherme Costa Torres, tenente da Cia de Bombeiros, reforça a conscientização da população quanto ao ato de atear fogo em lotes vagos. “As pessoas têm que estar cientes que colocar fogo num lote vago com lixo e mato alto não irá produzir o efeito desejado de limpeza daquele espaço, mas sim criar um foco de incêndio que pode se alastrar e atingir casas, outros locais com mato seco e gerar um problema enorme. O apropriado é procurar a Prefeitura para que o proprietário seja notificado e faça a limpeza correta do lote, até mesmo cercar o espaço para que não sejam depositados lixos ou o mato fique muito alto”.

    O que fazer em casos de suspeita de incêndio criminoso?

    Se for flagrante, quando vir alguém fazendo algo, ligue para a Polícia Militar no número 190.

    Caso tenha informação sobre alguma atividade suspeita e não quiser se identificar, ligue no Disk Denúncia, no número 181. A ligação é segura e não é preciso se identificar.

    Estatísticas de incêndios florestais – 2020 a 07/2021