Crise no Lar de idosos São Vicente de Paulo em Ouro Preto

    “Não aguentamos mais do jeito que está” diz Diretora Ana Maria do Lar São Vicente de Paulo

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    Durante a 78ª Reunião Ordinária de 2021, realizada nesta terça-feira (16/11), representantes do Lar São Vicente de Paula fizeram uso da Tribuna Livre para falar sobre os 18 anos do Estatuto do Idoso, completados neste mês, bem como os desafios e avanços da instituição nos últimos anos.
    Atendendo ao Requerimento Nº 456/2021, de autoria do vereador Renato Zoroastro, a presidente do Lar São Vicente de Paula, Ana Maria Neves Coelho, e a assistente social Aline Testasicca explicaram sobre o funcionamento da instituição e apresentaram no telão um gráfico com o custo de cada idoso no Lar.
    A Presidente do Lar São Vicente de Paula a Sra. Ana Maria Neves Coelho, disse que o lar está abeto pra os vereadores dentro das normas de segurança visitarem e ver como está a situação.
    A Sra. Ana Maria pediu para os vereadores que para o próximo ano votassem para que a verba que a prefeitura repassa ao Lar fosse aumentada pois os gastos estão maiores e o Lar não está dando conta somente com a verba da prefeitura. A Sra. Ana Maria disse que; ‘’se não chegar ajuda em janeiro a sociedade de São Vicente de Paulo vai entrar no Ministério Público e vamos entregar a instituição para a prefeitura’’.
    ‘’Porque não temos condições, do jeito que nós vamos nós não temos condições’’. ‘’E a ordem que eu tenho do conselho nacional do Brasil é se até janeiro não melhorar nada nós não temos como continuar nós vamos entregar a instituição. A casa não porque a casa é nossa da Sociedade de São Vicente, mas a instituição nós vamos entregar para o governo, nós não aguentamos mais.”


    A assistente social Sra. Aline Testasicca disse que; ‘’hoje a instituição conta com 46 idosos, desses nós temos 10 idosos com grau de dependência 1, 25 idosos com grau de dependência 2 e temos 11 idosos com grau de dependência 3, lembrando que o envelhecimento é processual logo esses idosos que a gente tem hoje com grau de dependência 2 a tendência de fato é evoluir para dependência maior, com mais necessidades de atividades diárias sendo assistidas’’.
    A Sra. Aline Testasicca também falou sobre os valores que o Lar recebe.
    Segundo a Sra. Aline Testasicca ‘’a instituição recebia anualmente o valor de 216 mil reais na forma de subvenção que foi possível uma atualização, um acréscimo num primeiro momento pra 300 mil e hoje o valor que o Lar está recebendo é de 380 mil em 10 parcelas de 38 mil reais , apesar de importante e significativo valor pra instituição ele não cobre nem 30 % do custo da folha de pagamento que em média por mês com todos os encargos e olha que nós temos o certificado de entidade instituição,de entidade beneficente da assistência social então a gente tem alguns abatimentos tributários mas a folha de pagamento em média chega a 120 mil reais por mês”.


    O vereador Zé do Binga comentou sobre os gastos do Lar com a energia elétrica e a Sra. Aline Testasicca respondeu o seguinte :
    ‘’quando o Zé do Binga traz a questão da energia é sim um gargalo a instituição o Lar hoje está com um projeto pra instalação de placas de energia fotovoltaica a gente está em conversa com o governo do Estado e com outras fontes como a Vale do com outros editais que estão abertos que a gente faz essa mobilização de recursos pra conseguir atender as nossas necessidades também pra que a gente possa reduzir esse valor que uma média chega a 7 mil reais por mês que é um valor alto, temos um abatimento que é dado pela Cemig para as instituições que são beneficentes que é o máximo que as instituições já conseguiu com ela até então’’.

    SANEOURO NÃO DEU ISENÇÃO AO ASILO

    A Sra. Aline Testasicca completou sua fala dizendo:
    ‘’uma coisa que eu queria que fosse pautado aqui também é a questão da SANEOURO, a instituição funciona ininterruptamente com lavanderia funcionando diariamente então a gente já assusta um pouco com a possibilidade de pagar água e não existe a previsão legal de isenção para as instituições sociais a gente já fez o contato com a própria empresa e tentamos um contato com a reguladora pra ver a possibilidade de alguma alteração na lei pra isenção da instituição mas a gente não conseguiu sucesso mas quando começar a pagar a gente vai começar a chorar o pagamento da conta de água também. Finalizou a Sra. Aline Testasicca assistente social.