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Falta de acessibilidade em Mariana prejudica pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

Pedras, escadarias e rampas irregulares são alguns dos problemas na cidade

Vice – Presidente da ADEM Sr. Carlos Simim aponta irregularidades em inclinação em rampas : Foto Arquivo pessoal de Rosimeire dos Santos

Por Hynara Versiani e João B. N. Gonçalves

A infraestrutura de Mariana tem se tornado uma dificuldade a mais para as pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida. Ruas de pedras, escadarias, rampas e calçadas irregulares dificultam, e às vezes, até mesmo impedem o acesso de muitas pessoas aos espaços públicos da cidade.

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A presidente da Associação das Pessoas com Deficiência de Mariana (ADEM) e usuária da cadeira de rodas, Rosemary Aparecida dos Santos, conta que para as pessoas com deficiência da cidade, é impossível entrar na maioria dos lugares do município. Rosemary Aparecida conta que muitas vezes fica com os braços inflamados por precisar empurrar sua cadeira de rodas pelas ruas de pedra de Mariana.

Entre os locais públicos de difícil acesso citado pela presidente da ADEM está a Previne – Centro Municipal de Especialidades Médicas. Rosemary Aparecida lembra que não há acessibilidade para chegar ao local. “Para chegar no Peninha, até mesmo o acesso da entrada ao centro médico, não tem acessibilidade. É preciso carregar a cadeira, descer da cadeira… Se fosse uma pessoa que tivesse um problema na coluna, não conseguiria entrar naquele centro”, disse.

Carlos Sousa, estudante universitário portador de deficiência física de locomoção motora, relata que as vias e calçadas de pedra do Centro Histórico de Mariana dificultam a locomoção de pessoas que, assim como ele, possuem dificuldades de locomoção. “É complicado andar nessa cidade, por conta disso (ruas e calçadas de pedra). Já vi muitas pessoas caindo, tropeçando”.

O vice-presidente da ADEM e usuário de cadeira de rodas desde os 25 anos, Carlos Simin, conta que outro problema relacionado à mobilidade são as rampas de acesso muito íngremes, que dificultam a entrada de cadeirantes em muitos lugares. A Previne é um local citado por Simin, pois segundo ele, possui uma inclinação acima do grau exigido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A dificuldade para se frequentar lugares públicos em Mariana não se limita às pessoas com deficiências físicas, outras pessoas com mobilidade reduzida, como os idosos, também precisam lidar com esses problemas. Uma das dificuldades relatadas por idosos e deficientes físicos são as escadarias da cidade, principalmente nos pontos turísticos, em especial, nas igrejas e no prédio da Prefeitura Municipal.

ESCADARIA NA PREFEITURA DE MARIANA : MAU EXEMPLO

Em relação aos pontos históricos da cidade, a assistente social da Associação das Pessoas com Deficiência de Mariana (ADEM), Aparecida Tavares, relata que há grandes dificuldades em se realizar essas adaptações por conta de serem prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e precisarem de licitações específicas para a realização de obras nesses espaços.

Um local que será adaptado para melhor atender às pessoas com deficiência será o prédio da Câmara Municipal de Mariana, localizada na Praça Minas Gerais. O local histórico do município passa por reformas desde o segundo semestre de 2020, e possui dois elevadores presentes no anexo de suas dependências, sendo que um deles será restaurado. A inclusão de banheiros públicos acessíveis também é debatida.



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