Crise política no Peru faz 26 mortos e obriga agências suspenderem viagens para Machu Picchu
    O patrimônio do sítio histórico de Machu Picchu é comparado ao do parque arqueológico do Gogo em Mariana pela extensão e número de ruínas pelo Prof. Eduardo Campos fundador do museu www.minasdogogo.com.br

    Protestos no Peru deixaram  um saldo de 26 mortos e 646 feridos! A crise política peruana, acompanhada de manifestações violentas em todo Peru, nosso vizinho, que fechou aeroportos e ferrovias, levou as operadoras de turismo a suspenderem viagens para Machu Picchu e a remarcar as reservas para um tempo mais propício.

    A insegurança foi extensiva a toda a população e impossibilitou a realização de atividades turísticas nas primeiras semanas de dezembro de 2022. As vias de acesso das cidades foram obstruídas com barricadas e manifestantes chegaram até mesmo a impedir a passagem de forma violenta.

     Um exemplo é  a agência de viagens Machu Picchu Brasil, especializada em levar turistas brasileiros para esse roteiro que dá nome a agência.

    Michelle Lemes, Coordenadora de Customer Experience da Machu Picchu Brasil em nota afirma que:   “Optamos pela  remarcação do roteiro para  resguardar a segurança dos clientes durante a viagem. Infelizmente, a situação política do país tornou-se desfavorável e, desta forma, comprometeria a experiência da viagem, que deve ser um momento de alegria e realização.”

    No entanto, desde segunda-feira, 19/12/2022, o turismo no Peru começou a ser restabelecido aos poucos com arrefecimento dos protestos. Os aeroportos foram reabertos e os trens voltaram a circular até Machu Picchu.

    Crise no Peru: Entenda

    O governo do Peru anunciou dia 14/12/2022 que o país passará a adotar o estado de emergência pelos próximos 30 dias, em virtude dos fortes protestos que vem se sucedendo desde o impeachment do então presidente Pedro Castillo no dia 7 de dezembro. Naquele dia, Castillo anunciou a dissolução do Congresso peruano e o estabelecimento de um “governo de exceção”. Castillo e o Congresso estavam em clima de briga desde sua posse.

    No entanto, a iniciativa de dissolução do congresso não recebeu qualquer apoio, e o agora ex-presidente foi destituído pela casa parlamentar e detido pela polícia no mesmo dia.

    Também naquela data, o congresso peruano aprovou pedido de impeachment contra Castillo e o parlamento empossou a vice-presidente Dina Boluarte com apoio de 101 deputados. Outros seis votaram contra e houve dez abstenções.

    O anúncio inesperado de Castillo foi classificado como “golpe de estado” ´por políticos. Ele disse que sua decisão de dissolver o Congresso foi uma resposta aos “obstáculos” impostos pelo Poder Legislativo ao seu governo, e visava manutenção do Estado de direito e da democracia.

    Desde dia 19 os aeroportos e ferrovias voltaram a funcionar porém insegurança é grande.

    Saldo dos protestos: 26 mortos e 646 feridos.