Alunos da Escola Estadual Dom Silvério participam de palestra do Projeto “ Cotas para quê (m) ? ” da UFOP

    Projeto visa apresentar aos alunos a importância do ingresso na universidade pública

    Por: Hynara Versiani e João B. N. Gonçalves

    Na última terça-feira, 7 de maio de 2024, o Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) recebeu alunos da Escola Estadual Dom Silvério para uma palestra com o tema “Bolsas e Cotas para Quem?”. O evento esclareceu como o recurso ajuda alunos da escola pública a ingressarem na universidade.

    A palestra foi ministrada pelo aluno do sexto período do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Elionai Henrique e pelo pró-reitor de graduação da UFOP, professor Clézio Gonçalves.

    O pró-reitor de graduação da UFOP, professor Clézio Gonçalves, do departamento de Letras, disse que: “Você não vai deixar de ter um emprego por fazer um curso à distância. Ele não é melhor ou pior que o curso presencial, a qualidade do ensino vem sendo garantida de todas as formas”.

    Elionai é bolsista do projeto “Cotas para quê(m)?” e ex-aluno da E. E. Dom Silvério. Ele conta que as universidades federais vêm sendo ocupadas, em grande parte, por alunos de instituições particulares: “50% das vagas são reservadas para alunos da escola pública, mas muitos querem sair do ensino médio e ir direto para o mercado de trabalho. Isso faz com que algumas vagas para escolas públicas fiquem ociosas, e elas acabam sendo dadas a pessoas de escolas particulares”.

    Elionai explica as cotas existentes e como o aluno se enquadra em cada uma delas. Escola pública, apresentando histórico do ensino médio; baixa renda, apresentando comprovantes de renda dos moradores da mesma casa, somando no máximo um salário mínimo; pertencimento étnico-racial ou indígena, através de banca de identificação ou Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (RANI); e deficiência física ou mental, através de laudo.

    O bolsista ressalta que a cota étnico-racial tem mais tentativas de fraude. “Para isso, temos a banca de identificação, que vai avaliar se a pessoa realmente se enquadra ou não, através de um vídeo e uma explicação do porquê ela acha que pode usar a cota”, diz.

    O evento contou também com explicações sobre a diferença entre cursos de bacharelado e licenciatura, e entre cursos presenciais e à distância.

    A professora Renata Marques, que leciona no Dom Silvério há dez anos, destaca a importância de palestras como essa. “O aluno de escola pública, em geral, desconhece os caminhos de entrada na universidade federal. E mesmo que haja campanhas, isso tem que se repetir, porque o alunado se renova a cada ano”, pede.

    Profa. Renata acredita que é necessário não apenas mostrar aos estudantes quais são os caminhos para entrar na universidade federal, mas fazê-los acreditar que podem chegar lá. “Esperamos que eles saiam daqui mais estimulados para o estudo e a aprendizagem de todas as matérias, e que tenham também uma visão maior das escolhas que podem fazer ao longo de suas vidas”, declara.

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