
Inquérito foi arquivado e julgado improcedente por falta de provas
Por: João B. N. Gonçalves e Hynara Versiani
Na última terça-feira, 17 de setembro de 2024, durante a 56ª Reunião Ordinária da Câmara de Ouro Preto, o vereador Wanderley Kuruzu apresentou o arquivamento do inquérito iniciado em agosto do ano passado, que o acusava de abuso sexual. O caso foi considerado improcedente, e segundo o parlamentar, arquivado por falta de provas.

Durante a sessão ordinária, Kuruzu comentou sobre o arquivamento do inquérito. Ele destacou que o processo foi arquivado por decisão judicial, como ele já esperava: “Meu desejo é perdoar aquelas pessoas em situação vulnerável que foram usadas para fazer o ataque mais baixo que já sofri em toda minha vida pública”.
No entanto, o vereador fez críticas aos políticos envolvidos na acusação — sem revelar os nomes —, prometendo tomar medidas após as eleições. “Com relação aos políticos e às políticas, porque há duas mulheres envolvidas, que tentaram me derrubar com aquilo, vou esperar passarem as eleições, pois não quero me aproveitar disso politicamente”, declarou Kuruzu.
O caso
Em agosto de 2023, o vereador Wanderley Kuruzu foi acusado de estuprar duas crianças, de um e três anos. A pedido da Polícia Civil (PCMG) de Ouro Preto, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Vara da Infância e da Juventude, deu início à investigação do caso.
As crianças são filhas de um casal de usuários de drogas que vive em situação de rua, e que por intervenção do Conselho Tutelar, perdeu a guarda das crianças. À época, o vereador negou o crime e apresentou provas de sua inocência à Justiça.
Na ocasião, Kuruzu apresentou áudios nos quais o padrasto e a mãe das crianças negam o abuso sexual. À época, o vereador justificou que os áudios começaram a ser gravados após a expulsão do casal de uma ocupação em Ouro Preto e a perda da guarda das duas filhas.
Outros temas da reunião

O vereador Alessandro Sandrinho apresentou a Indicação n.º 276/2024, que solicita a instalação de redutores de velocidade na Rua Cristo Operário, no bairro Padre Faria. Segundo o vereador, a medida é necessária devido ao aumento no tráfego de motos em alta velocidade, o que tem gerado preocupação entre os moradores.
“A Rua Cristo Operário é uma rua curta, mas com alguns comércios de sanduíche e tele entrega, e os moradores têm reclamado do trânsito intenso de moto”, afirmou Sandrinho, explicando que a solicitação veio após visitas de fiscalização no bairro, onde foi identificado o risco de acidentes devido ao fluxo intenso de veículos no cruzamento com a Rua Frederico Ozanan.

Outra demanda abordada foi a Indicação n.º 277/2024, do vereador Júlio Gori, que pediu a reestruturação da Ponte Ana de Sá, no subdistrito de Soares. Gori destacou a importância da ponte para a comunidade local, especialmente para quem utiliza a via para acessar regiões como Acuruí e Capanema.
“Essa ponte está bem deteriorada, precisa de manutenção, guarda-corpo e melhorias estruturais”, ressaltou o vereador. Apesar de haver outras vias de acesso, Gori explicou que a Ponte Ana de Sá é a mais utilizada pelos moradores devido à sua proximidade com áreas minerárias, sendo essencial para o fluxo diário da região.
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