Morador de Catarina Mendes relata as dificuldades da comunidade durante a reunião da Câmara em Ouro Preto

    Geraldo Coelho relatou problemas recorrentes de acesso, saúde, educação, segurança e telefonia na zona rural

    Por: João B. N. Gonçalves e Hynara Versiani

    Durante a 34ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Ouro Preto, realizada nesta terça-feira (20), o morador Geraldo Coelho utilizou a Tribuna Livre para relatar as dificuldades enfrentadas pelos moradores da comunidade rural de Catarina Mendes. Segundo ele, há 13 anos a situação permanece a mesma, principalmente no que diz respeito à precariedade das vias de acesso.

    “A comunidade do Catarina Mendes não está bem. A maior dificuldade que enfrentamos é o acesso. Quando chove, não temos como sair nem voltar”, afirmou. Coelho explicou que a falta de infraestrutura compromete não apenas a mobilidade, mas também o acesso a serviços básicos como saúde, educação e trabalho.

    Durante sua fala, ele listou os principais pontos críticos da localidade, com destaque para a ausência de alternativas viáveis de saída pela região conhecida como Granjeiras, os problemas para transpor a Serra do Boqueirão, a má conservação das estradas pelo Alto dos Cardosos e a falta de continuidade no trecho asfaltado que se encerra no Sítio dos Pinheiros. De acordo com ele, as obras já foram solicitadas por meio de ofícios, mas ainda não há respostas ou prazos definidos.

    “A estrada é um problema, mas o maior problema é o que ela impede. Sem estrada, não temos acesso à saúde, ao comércio, ao trabalho. Já perdi compromissos por causa da chuva e sei de gente que precisou sair da comunidade para garantir o acesso à escola”, relatou.

    O morador também citou a dificuldade de comunicação por telefone, a ausência de transporte público e casos recentes de violência na região, incluindo ameaças feitas por motociclistas. “Não temos segurança nem estrutura. E a manutenção da estrada só aparece em época de festa. Depois, tudo volta ao abandono.”

    O vereador Alessandro Sandrinho elogiou a participação de Coelho e afirmou que o problema se repete em outras localidades do município. Ele defendeu a criação de um cronograma regular de manutenção das estradas. “Não dá para manter a lógica de arrumar estrada só para receber visitante. A comunidade precisa de estrutura no dia a dia. A manutenção precisa ser feita ao menos duas vezes por ano, com atenção especial aos trechos mais críticos”, disse.

                A vereadora Lilian França chamou a atenção para os impactos da precariedade do acesso especialmente sobre as mulheres. “É muito importante, principalmente em relação às mulheres que ali se encontram, que às vezes precisam de alguma saída de emergência. Com o aumento dos casos de violência, garantir o direito de ir e vir é fundamental. Estamos aqui para ajudar e oferecer o suporte necessário”, declarou.

    O vereador Luiz Gonzaga do Morro lembrou que a situação da estrada já foi tema de indicação legislativa desde o início de seu mandato. “Foi a segunda indicação que fiz nesta casa. O problema é antigo. Faltam dois quilômetros para completar a primeira etapa do asfalto. O secretário (de Obras) Franklin esteve lá, com mais de 50 moradores, e se comprometeu a resolver isso ainda este ano. Vamos continuar cobrando”, afirmou.

    Ele ainda criticou a realização de obras apenas em períodos festivos. “Parece que manutenção só acontece quando tem festa. Isso está errado. A manutenção tem que ser contínua”, reforçou.

    Os demais vereadores presentes também manifestaram apoio às demandas e se colocaram à disposição da comunidade. A Câmara deve encaminhar as reivindicações ao Executivo para que medidas sejam tomadas em caráter emergencial e com planejamento de longo prazo.

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