CSN defende projetos em mina de Congonhas

    O deputado Alencar da Silveira Jr. (PDT) apoiou a importância econômica da mineração defendendo que as mineradoras precisam sempre “mostrar o que será feito com o entulho” da atividade.


    CSN diz que lavra na Serra do Esmeril terá modelo inovador e que, com pilha de estéril, vai permitir manter produção atual.
    Diretores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e convidados defenderam nesta terça-feira (24/6/25) projetos desejados pela CSN Mineração em Congonhas (Região Central), relacionados à Mina Casa de Pedra, a mais antiga em operação no Brasil. Eles participaram de audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
    Em outra audiência sobre o assunto no mês passado, desta vez na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, moradores e ambientalistas manifestaram receio quanto aos impactos ambientais da expansão do empreendimento.


    Sobre o receio de ambientalistas e moradores, já que a Serra do Esmeril, entre Congonhas e Belo Vale, abrigaria elementos naturais e culturais importantes, a diretora da CSN argumentou que o projeto para a exploração da cava do Esmeril é inovador, trazendo um modelo de lavra em tiras.

    Diretora de Sustentabilidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da CSN, Sra. Helena Brennand Guerra

    Conforme explicou, no modelo, lavra-se uma tira a cada momento, de forma que a área minerada seja simultaneamente reconformada e revegetada à medida que a exploração avança.

    A diretora da CSN ainda disse que as comunidades próximas não precisariam se preocupar com impactos no abastecimento de água, porque a lavra pretendida será feita na encosta de Esmeril. “Dessa forma, não haverá rebaixamento do lençol freático e impacto na água, porque as nascentes serão preservadas. O consumo humano é prioridade”, garantiu em resposta à manifestação do prefeito de Belo Vale, José Lapa dos Santos.

    O prefeito chamou atenção para a existência de comunidades tradicionais na região, inclusive quilombolas, que temem prejuízos sobre nascentes que formam o Córrego do Xavier, indispensável para o abastecimento.

    “É muito importante minerar, precisamos da atividade para o nosso desenvolvimento, mas também precisamos estar sempre atentos à questão ambiental, principalmente no mundo de hoje”, frisou ele.

    Controle de poeira

    Em sua apresentação, Helena Brennand Guerra disse que no decorrer do licenciamento da cava e da pilha apresentadas na audiência já são desenvolvidas ações de mitigação de impactos possíveis para a população, como ruídos, tráfego e poeira.

    Conforme antecipou, os dois projetos não deverão impactar a população com barulhos, porque a comunidade mais próxima estaria a mais de dois quilômetros do empreendimento.

    A ocorrência de poeira seria o ponto mais sensível, mas, segundo a diretora, haverá ações intensificadas de controle e prevenção, por meio de recursos como sensores, painéis, mapas de calor e uso de drones, além de cortinas verdes, com plantio de milhares de mudas.

    Atividade tem apoio
    Otto Levy Reis, diretor de Investimentos da CSN, ainda destacou que, somente em Congonhas, a companhia responde por 10 mil empregos diretos, tendo retornado ao Estado nos últimos quatro anos quase R$ 7 bilhões entre impostos e contribuições como a Cefem – Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais.

    Pedro Oliveira de Sena Batista, da superintendência de Política Minerária, Energética e Logística da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), registrou que a mineração para Minas é de utilidade pública e indutora do desenvolvimento. Segundo ele, o Governo de Minas atua na perspectiva de uma mineração feita em bases sustentáveis.

    Miller Gazolla Corrêa de Sá, analista de Promoção de Investimentos do InvestMinas, o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais, também exaltou a importância da atividade, destacando que Minas tem depósitos de minério para descarbonização, sendo o primeiro Estado a assinar o Acordo de Paris nessa direção.

    Fernando de Oliveira Paula, presidente da ONG Zeladoria do Planeta e conselheiro no Copam, o Conselho Estadual de Política Ambiental, também abordou a importância da mineração. ” Aspectos ambientais são avaliados e acompanhados, e a pilha de estéreis não deve ser o fim, quando esse material puder ser aproveitado no futuro”, registrou.

    O deputado Gil Pereira (PSD), presidente da comissão e autor do requerimento da audiência, avaliou positivamente a reunião sobre as atividades expostas pela companhia.

    “Trata-se de um investimento grande, mas as pessoas ficam preocupadas com a instalação de pilhas de rejeitos e trouxemos a empresa para fazer suas considerações. Não queremos acidentes, mas o País precisa da mineração e da transição energética”, apoiou o deputado, avaliando que dúvidas foram tiradas.

    O deputado Alencar da Silveira Jr. (PDT) apoiou a importância econômica da mineração defendendo que as mineradoras precisam sempre “mostrar o que será feito com o entulho” da atividade.

    Fonte e foto: Assembléia de Minas – ALMG