
Por: Rozembergue Alex Teixeira
Na reunião da Câmara Municipal de Ouro Preto, realizada nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025, familiares de Luciana Antunes Martins, de 44 anos, usaram a tribuna para cobrar respostas sobre o desaparecimento da mulher, que completa três meses sem avanços significativos nas investigações.

Luciana foi vista pela última vez em junho, no bairro São Cristóvão, e desde então não há informações confirmadas sobre seu paradeiro. O caso tem gerado preocupação e mobilizado a comunidade, que pede mais empenho das autoridades.

O presidente da Câmara, vereador Vantuir Antônio da Silva, destacou que, embora não houvesse inscrições prévias, a situação foi tratada como excepcional.
‘’Por questão de ser um caso excepcional, o desaparecimento da Luciana, vamos abrir a tribuna para a família. É uma exceção, não a regra. A Comissão de Direitos Humanos deve acompanhar e apoiar esse processo junto às autoridades responsáveis’’, afirmou Vantuir
A porta-voz dos familiares, Karina, emocionou os presentes ao relatar a dor e a indignação que a família tem vivido desde o desaparecimento:
‘’São mais de 90 dias sem notícias da filha, amiga, irmã, mãe, avó. Luciana desapareceu e com ela desapareceu também o sentimento de segurança de nossa comunidade. Onde estão as respostas?’’
Ela questionou a falta de informações concretas e cobrou mais empenho dos órgãos públicos:
‘’Quais diligências foram realizadas até agora? A polícia está dando prioridade ao caso? O Ministério Público acompanha? Há suspeitos, linhas de investigação? A sociedade não pode ser mantida no escuro como se isso fosse normal’’. ‘’Não é normal e não pode se tornar normal.’’
Durante o pronunciamento, Karina também ressaltou que a luta não é apenas por Luciana, mas por todas as mulheres que desaparecem diariamente no Brasil:
‘’Por Luciana, por todas. Enquanto estivermos aqui, ela jamais será esquecida. Não estamos pedindo um favor, estamos exigindo uma obrigação dos órgãos públicos. Nossa responsabilidade como família é cobrar respostas’’.
A Câmara Municipal reforçou o compromisso de acompanhar o caso por meio da Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo vereador Kuruzu. Para a família, a presença no Legislativo foi uma forma de manter o desaparecimento de Luciana em evidência e pressionar para que as investigações avancem.
Três meses após o desaparecimento, a angústia permanece, mas a mobilização busca garantir que Luciana não seja esquecida e que a verdade sobre seu paradeiro seja revelada.
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