Relíquia da história imperial brasileira: Capacete da Guarda de Honra

    Por: Rozembergue Alex Teixeira

    Um dos objetos mais marcantes da memória do Império do Brasil integra hoje o acervo do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Trata-se do capacete da Imperial Guarda de Honra, corporação militar criada por decreto de D. Pedro I em 1º de dezembro de 1822, logo após a proclamação da Independência.

    A Guarda de Honra tinha como missão principal proteger o Imperador e reforçar o prestígio da monarquia nascente. A tropa, composta inicialmente por três esquadrões, foi distribuída em diferentes localidades estratégicas: o 1º esquadrão em Taubaté (São Paulo), o 2º na Corte (Rio de Janeiro) e o 3º em São João Del Rey (Minas Gerais) este último indicado pela inscrição “nº 3” presente no capacete preservado.

    O exemplar em destaque é o segundo modelo do capacete, instituído em 1829, por ocasião do segundo casamento de D. Pedro I com a princesa Amélia de Leuchtenberg. Diferente do primeiro modelo, inteiramente em metal dourado, esta versão recebeu adaptações estilísticas, registradas inclusive em uma das célebres gravuras do artista francês Jean-Baptiste Debret, que documentou a vida no Brasil imperial.

    A Imperial Guarda de Honra foi extinta em 25 de outubro de 1832, no contexto das turbulências políticas que marcaram o período regencial após a abdicação de D. Pedro I. Hoje, peças como este capacete não apenas preservam a memória da época, mas também ajudam a compreender a simbologia e a construção da imagem do poder imperial brasileiro.

    O artefato pode ser visitado no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, instituição que guarda parte significativa da herança material do Brasil desde os tempos coloniais até a República.

    Fonte consultada Brasil Imperial/ Fotos: Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro

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