
Iniciativa do Coletivo Conexão Zulu promoveu encontros sobre o movimento hip-hop entre setembro e outubro de 2025.
O Coletivo Conexão Zulu concluiu, em outubro, a etapa de oficinas do projeto “Hip-Hop na APAE”, realizado na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Ouro Preto. A iniciativa, aprovada pela Política Nacional Aldir Blanc, reuniu estudantes do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) em atividades que uniram o movimento hip-hop, cultura popular e inclusão social por meio de linguagens como a música, a dança, o slam e o grafite.

Realizado entre agosto e outubro, o projeto foi dividido em três módulos temáticos. No primeiro, conduzido pelos arte-educadores Vitor Rocha e Lucas Pinduca, o tema “Hip-Hop no Brasil é?” promoveu a integração entre os estudantes e manifestações da cultura popular brasileira, como o repente, o samba e a literatura de cordel. A partir de jogos criativos e improvisações orais e corporais, surgiram palavras como improviso, periferia e estilo, que nortearam a produção artística dos participantes.
O segundo módulo, mediado por Mateus Morais e Gabi Augusta, mergulhou no universo do slam, das danças urbanas e da oralidade. Dinâmicas teatrais, exibição de vídeos e exercícios de improvisação estimularam a expressão poética e corporal dos alunos. Já no terceiro módulo, com a arte-educadora Linda Viana, o grupo explorou o grafite e o lambe-lambe, experimentando técnicas e processos criativos que transformaram a arte urbana em ferramenta coletiva de expressão.
“Essa experiência está sendo muito enriquecedora. Acredito que tanto pra gente que vem pra cá ensinar e acaba aprendendo muito mais do que ensina, quanto para eles também. […] Trabalhando com o hip-hop a questão da inclusão, eu percebo o quanto a gente está exercendo o movimento na prática. No sentido em que a gente consegue trabalhar com a inclusão, trabalhar com as desigualdades sociais, trazendo a arte, a cultura, a expressão, a luta por comunicação e emancipação, e a construção de uma autoestima”, destaca Luana Brunely, integrante do Coletivo Conexão Zulu.

Criado em 2023, o Coletivo Conexão Zulu é formado por artistas, educadores e produtores culturais periféricos de Mariana e Ouro Preto. O grupo desenvolve oficinas, projetos culturais e pesquisas acadêmicas que valorizam a periferia e o enfrentamento ao racismo, utilizando os cinco elementos do hip-hop como ferramentas de transformação social.
“A gente esteve aqui em 2024, tivemos o retorno positivo dos alunos de que precisávamos voltar. E no ano de 2025, o Coletivo propôs o projeto e foi contemplado pelo edital. Estamos aqui executando uma segunda edição. Percebemos que os alunos gostaram bastante e se tudo der certo, estaremos aqui ano que vem novamente”, comenta Natanael Marques, integrante do coletivo.

Ficha Técnica
Coordenação Geral: Natanael Marques da Silva Coordenação Financeira: Paulo Rogério de Lima Junior Coordenadora Pedagógica: Luana Brunely da Silva Comunicação: Mírian dos Santos Neves
Oficineiros: Linda Inês Neiva Viana, Lucas Egg Serra, Gabriela Aparecida Augusta de Deus, Matheus Henrique Ferreira de Moraes, Vitor Rocha Damasceno
Redatora do Projeto: Júlia Ferrari
Projeto: Hip-Hop na APAE Realização: Coletivo Conexão Zulu Apoio: Política Nacional Aldir Blanc
Contato de imprensa: Mirian dos Santos
(31) 9 7218-2474 | conexaozulu@gmail.com
Instagram: @conexaozulu
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