Escola de Minas da UFOP lança livro em comemoração aos seus 150 anos

    O lançamento será em 7 de novembro de 2025 no Palácio da Liberdade, Praça da Liberdade, com a presença de autoridades.

    Sobre o livro

    Escola de Minas de Ouro Preto – Livro do Sesquicentenário, escrito por Uoster Zielinski, publicado pela Editora Miguilim, celebra os 150 anos de existência Escola de Gorceix.

    Recheado por 715 fotos e ilustrações, no livro o leitor vai conhecer a história de como o normalista francês Claude-Henri Gorceix, fundou a Escola de Minas de Ouro Preto – MG a convite de D. Pedro II, em 1876. As várias conquistas e reconhecimento da gloriosa Escola de Minas no Brasil e no Mundo. A decisão da direção da Escola em permanecer em Ouro Preto depois que a capital do Estado foi transferida para Belo Horizonte, seu desenvolvimento acadêmico depois de ocupar o antigo Palácios dos Governadores em Ouro Preto. Sua integração ao sistema de Universidades Federais em 1969. As entidades correlatas que circundam a instituição, como as famosas repúblicas estudantis de Ouro Preto, seus museus, sua atualidade e os homens que fizeram a Escola ter fama internacional, entre outros assuntos.

    Sobre o autor

    Uoster Zielinski é natural de Farroupilha – RS e, depois de décadas morando em Belo Horizonte, se sente um verdadeiro mineiro, assim como Gorceix foi afetuosamente considerado por D. Pedro II.

    Graduado em Desenho e Pintura pela Escola de Artes Visuais da UFMG, publicou pela Miguilim a biografia do fundador da Escola de Minas, Gorceix, em 2023 e o livro infantil Se o Jorge fosse um porco, ele seria bonito, também em 2023. Ele prepara ainda a publicação da biografia do agrônomo também de origem francesa, Raoul de Caux, que trabalhou com Gorceix durante a implantação do Instituto agrícola de Itabira em 1896, que será lançado no próximo ano. Uoster desenvolve projetos de comunicação junto à comunidade EMOPIANA desde 2003.

    Sobre a Editora

    Criada em 1980, pelas educadoras especializadas em literatura infantil, Antonieta Cunha e a escritora Terezinha Alvarenga, a Editora Miguilim mantém o compromisso com a qualidade, com o prazer da leitura e com a formação de jovens leitores. Ao longo de sua trajetória reuniu importantes escritores e ilustradores e, como fruto desse compromisso, recebeu o reconhecimento por meio de prêmios nacionais e internacionais.

    Desde 2010 está sob nova direção, que busca aliar a qualidade editorial à excelência gráfica, além de ampliar as áreas de publicação, sempre com a proposta de valorização das obras e dos autores brasileiros. Seu catálogo abrange livros ilustrados, poesia, romance, quadrinhos, música, crônicas, biografias, entre outros.

    A editora Miguilim aposta na riqueza da imaginação, nos valores estético e sociocultural das obras e nas infinitas possibilidades da arte literária e segue desenvolvendo sensibilidades, espalhando o amor pela leitura e encantando gerações.

    Ficha técnica

    Título: Escola de Minas de Ouro Preto – Livro do Sesquicentenário.

    Autor: Uoster Zielinski

    ISBN nº 978-65-89792-32-1

    Editora: Miguilim

    Páginas: 636

    715 fotos e ilustrações

    Formato: 21,5 x 30 cm

    Preço sugerido: R$189,90

    Vendas

    O livro poderá ser adquirido pelo site da editora

    ou nas plataformas digitais como, por exemplo;

    e nas melhores livrarias da sua cidade.

    Mais informações:

    A história da Escola de Minas de Ouro Preto está diretamente ligada à história do desenvolvimento acadêmico de qualidade e da pesquisa científica da maior nação da América do Sul. A decadência do ciclo da mineração do ouro e o alto custo de importação do ferro da Suécia, fez com que a coroa portuguesa percebesse que seria necessário investir em processos de extração e na formação de cientistas nacionais para desenvolver o setor mineral do Brasil Colônia.

    Com a independência do Brasil de Portugal e a realização de uma Assembleia Constituinte em 1823, foram discutidas a criação de universidades e de uma escola mineralógica na província de Minas Gerais, para o desenvolvimento econômico do novo Império. Decretos sobre a fundação de uma instituição de ensino para esse fim foram publicados pela Assembleia Legislativa da Província de Minas Gerais, na primeira metade do século XIX.

    Este era o cenário quando o Imperador do Brasil, D. Pedro II, em sua primeira viagem pela Europa, convidou o diretor da Escola de Minas de Paris, Auguste Daubrée, para visitar o Brasil com o objetivo de realizar estudos sobre as riquezas minerais que o Império potencialmente poderia explorar e, ainda, fundar uma escola de engenharia para formar mão de obra local com a mesma finalidade. Daubrée negou o convite, mas propôs uma solução: treinar jovens brasileiros sob sua tutela pessoal e enviar 2 engenheiros franceses, formados na Escola de Minas de Paris para criar uma escola no Brasil. O Imperador aceitou as duas propostas, enviou 4 jovens para estudarem em Paris e ficou aguardando os 2 engenheiros. Passados 2 anos, Daubrée ainda não havia conseguido ninguém corajoso o suficiente para atravessar o atlântico e para piorar, enfrentava a insatisfação e a impaciência do Imperador do Brasil, por isso ele aceitou a indicação de seu colega de docência, Aquilles Delesse, que sugeriu seu melhor aluno de outra escola, graduado no curso normalista da Escola Normal Superior de Paris: um certo cientista talentoso que Louis Pasteur também considerava seu melhor aluno de física, e que estava se destacando por sua capacidade intelectual e por seu trabalho científico em sítios arqueológicos vulcânicos realizados na Grécia e Turquia.

    Claude-Henri Gorceix não só aceitou realizar estudos das riquezas minerais do Brasil como propôs para o Imperador D. Pedro II, depois de conhecer todas as regiões com potencial mineralógico do país, fundar uma Escola de Minas na província de Ouro Preto. Além da Escola de “Mineiros” como Gorceix a princípio batizou a instituição, em 1876, ele também fundou dois anos depois, em 1878, um curso preparatório para corrigir as deficiências acadêmicas de candidatos da nova instituição. A escola de Gorceix, que começou de forma bastante modesta com apenas 4 alunos e 4 professores, fez história revolucionando o ensino acadêmico do Brasil, ao implementar no país uma formação que ultrapassava a teoria, incentivando a prática, o pensar e o refletir, introduzindo métodos de estudos desconhecidos pelos brasileiros, como a obrigatoriedade de uso dos cadernos para anotar as aulas ministradas, obrigando o aluno a evitar ausências e a prestar atenção ao conteúdo dado. A abolição de decorar livros, a ênfase em aulas práticas em laboratórios próprios, jornada de 7 às 17h e trabalhos de campo nos períodos de férias acadêmicas. A Escola de Minas foi a primeira instituição de ensino a adotar um sistema de admissão via concurso, um tipo arcaico vestibular. A primeira a oferecer bolsas de estudos a alunos carentes e a enviar seus melhores alunos para continuar seus estudos na Europa. Seu diploma era assinado não só pelo diretor, mas também pelo Ministro dos negócios do Império e a primeira escola a exigir do estado a criação de vagas de empregos para os seus egressos. A importância da Escola de Minas foi demonstrada pelas duas visitas que recebeu da família imperial brasileira. Sua fama correu mundo e a instituição ganhou diversas premiações internacionais. Suas práticas geraram frutos, seus alunos ocuparam todos os tipos de cargos de relevância da nação. Gorceix, um professor normalista francês conseguiu, por meio da Escola de Minas, alterar o futuro do desenvolvimento acadêmico, bem como o modo de fazer ciência e desenvolver tecnologia no Brasil.

    Com a queda do Império e a instituição da República, CH Gorceix retornou para a França. Destinada ao sucesso, a Escola de Minas seguiu o seu caminho, sendo dirigida pelos discípulos do Prof. Gorceix. Em pouco tempo a relevância da Escola de Minas se confundia com o desenvolvimento intelectual e industrial brasileiro, se tornando uma das mais influentes instituições de ensino do Brasil. Entre seus alunos figuram personagens importantes da história do país. A tradicional Escola de Minas foi integrada em 1969 a Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP. Com um vasto patrimônio, laboratórios de ponta, bibliotecas modernas, além de obras raras e um excelente conjunto de museus temáticos do setor mínero-metalúrgico, a Escola de Minas é reconhecida pela excelência acadêmica e desenvolvimento tecnológico, o que permite que a instituição esteja sempre à frente do seu tempo.

    Atualmente a Escola de Minas oferece dez cursos de graduação:

    • ENGENHARIA AMBIENTAL
    • ARQUITETURA E URBANISMO
    • ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO
    • ENGENHARIA MECÂNICA
    • ENGENHARIA CIVIL
    • ENGENHARIA GEOLÓGICA
    • ENGENHARIA METALÚRGICA
    • ENGENHARIA DE MINAS
    • ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
    • ENGENHARIA URBANA

    Além de 17 cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, a Escola oferece 11 mestrados e 6 doutorados acadêmicos, para mais de 4.000 alunos instalados em sua antiga sede e no campus Morro do Cruzeiro em Ouro Preto.

    Desenvolvendo projetos curriculares baseados na aprendizagem prática, na pesquisa e na extensão com o intuito de educar, a Escola de Minas, mais do que instruir, forma cidadãoséticos que desenvolvem suas plenas potencialidades profissionais.

    A Escola de Minas possui um corpo docente de excelência, composto por professores titulados, com currículos em constante renovação, que garantem uma formação sólida dos alunos que, por sua vez são disputados pelo mercado de trabalho, por serem capazes de fortalecer a nossa economia e proporcionar o crescimento do país.

    Duas datas importantes marcam a história da Escola de Minas nos próximos meses:

    – 6 de novembro de 2025; comemoramos a publicação do Decreto nº 6.026, de 6 de novembro de 1875.

    – 12 de outubro de 2026; a Escola de Minas comemora 150 anos de inauguração. Para celebrar essas datas a Escola decidiu publicar uma nova edição do seu tradicional Livro da Escola de Minas, edição do Sesquicentenário.

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