Ataques do Estado Islâmico em Moçambique deixam 10 cristãos mortos e Igrejas incendiadas

    Estima-se que 71.983 pessoas fugiram por causa da violência em Moçambique na recente onda de ataques em novembro – dezembro

    Pelo menos 10 cristãos foram mortos e milhares de pessoas forçadas a fugir após uma série de ataques ocorridos no início de novembro na cidade de Memba, província de Nampula, em Moçambique. A informação é confirmada por fontes locais da Portas Abertas, organização que atua no apoio a cristãos perseguidos.

    Segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM), cerca de 71.983 pessoas já abandonaram suas casas devido à escalada da violência. Entre os dias 13 e 15 de novembro de 2025, combatentes associados ao Estado Islâmico da Província da África Central (ISCAP) realizaram ataques coordenados em Chipene e Lúrio, incendiando casas e igrejas.

    “Sobrevivi apenas pela graça de Deus. Agora estou escondido porque sou muito conhecido, e eles teriam me matado se me encontrassem”, relatou um líder cristão que escapou dos ataques.

    A Portas Abertas informa que, somente em 2025, 6 cristãos foram mortos no Norte de Moçambique, número que agora aumenta com as mortes recentes. As forças militares foram mobilizadas para conter os grupos armados, mas a situação permanece crítica.

    Impacto humanitário e espiritual

    Além da destruição de igrejas e deslocamento forçado, sobreviventes enfrentam traumas severos. “Não apenas o deslocamento gera uma situação humanitária crítica, mas as pessoas estão severamente traumatizadas. Sem falar no impacto espiritual que esses ataques têm sobre cristãos e líderes de igrejas, sabendo que sua fé coloca um alvo sobre eles e suas famílias”, afirma Jo Newhouse, porta-voz da Portas Abertas na África Subsaariana.

    A organização pede que o governo moçambicano intensifique medidas de segurança e convida brasileiros a se engajarem por meio da petição Desperta África, pelo fim da violência contra cristãos na África Subsaariana.

    Fonte e foto: Portas Abertas