De Ouro Preto para capital: Museu das Reduções faz parte do circuito cultural e educacional de BH

    Por Helena Paz

    Em outubro de 2025, o Museu das Reduções celebrou dois anos de sua chegada a Belo Horizonte com plena integração ao circuito cultural da capital. O espaço, que se instalou no Mercado de Origem, abriga séculos da trajetória brasileira representados em miniaturas: são 29 réplicas fiéis de construções históricas erguidas ao longo de cinco séculos em diversas regiões do país, incluindo a Casa dos Contos (Ouro Preto), Câmara de Mariana, o Farol da Barra (Salvador) e a Igrejinha da Pampulha (Belo Horizonte). A mudança marcou uma nova fase para a instituição, que já funcionou em Amarantina e em Cachoeira do Campo, distritos de Ouro Preto.

    O projeto do Museu das Reduções teve início em 1978, quando quatro irmãos começaram a reproduzir em miniatura edifícios arquitetônicos famosos do país. As réplicas utilizam os mesmos materiais das construções originais, o que torna o processo de formação do acervo singular.

    Atualmente, o museu representa monumentos distribuídos por 24 municípios de 15 estados brasileiros.

    Segundo Carlos Vinheira, a mudança para Belo Horizonte ocorreu após o museu permanecer 20 anos em Amarantina e fechar devido à baixa visitação.

    Uma tentativa de reabertura em Cachoeira do Campo também não prosperou, principalmente por causa da pandemia. A oportunidade surgiu com o Mercado de Origem, que acolheu o museu em 2023. Carlos destaca que a nova localização democratizou o acesso, atraindo um público mais amplo e diversificado. Em contraste, o turismo em Ouro Preto tende a concentrar-se mais no segmento religioso, disse.

    Hoje, o Museu das Reduções já está plenamente integrado ao circuito cultural e educacional de Belo Horizonte, com parcerias em projetos turísticos e uma agenda de atividades que envolve escolas e a comunidade. Essa maior visibilidade reflete uma consolidação rápida na capital mineira, que já projeta a expansão de sua programação para 2026.