UFOP atinge nota máxima no ENAMED 2025 e 32% dos cursos de medicina do país têm desempenho crítico

    O Ministério da Educação (MEC) divulgou na semana passada (19/01/2026) os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED) 2025. A prova tem como objetivo avaliar os cursos de medicina do país. No total, foram 351 instituições avaliadas, sendo 304 instituições públicas federais e privadas, e as outras são estaduais.

    A UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) recebeu a pontuação máxima (5) no exame, demonstrando o ensino de excelência que a Escola de Medicina oferece para os estudantes. O ENAMED é um exame que verifica a qualidade da formação médica brasileira e se os alunos estão preparados para atuar com responsabilidade e competência. Nesta edição, participaram alunos do internato, o último ano do curso. Porém, o ENADE deste ano será aplicado a partir do 4º ano.

    A prova possui pontuação de 1 a 5, sendo 1 e 2 considerados insuficientes pelos critérios de metodologia do MEC, 3 satisfatório, e 4 e 5 desempenho considerado excelente. De acordo com a análise dos resultados da prova, 204 cursos (67,1%) alcançaram conceito 3 a 5 do Enade, considerados satisfatórios. Os outros 32% receberam 1 e 2, nota abaixo da mínima, considerada crítica e insuficiente pelo Conselho Federal de Medicina, que publicou em seu site a posição do presidente do conselho. Ele considerou que estamos diante de um problema estrutural e que isso coloca em risco milhões de pacientes que serão atendidos por médicos que não sabem o básico.

    Esse resultado demonstra que, por mais que existam muitos cursos de medicina no país, esses cursos não possuem critérios mínimos de qualidade, infraestrutura e campo de prática adequados. Das 24 faculdades de medicina que tiraram nota 1 (conceito crítico), 17 são particulares. Já entre aquelas 83 que atingiram apenas o conceito 2 (insuficiente), 72 são particulares.

    A  excelente pontuação da UFOP no ENAMED serve como um testemunho de sua  compromisso com a qualidade de ensino. A universidade manteve um padrão de ensino e um currículo de excelência, apesar dos cortes orçamentários, isso vai se consolidar ainda mais com o anúncio da construção do seu Hospital Universitário em Mariana, projeto financiado pelo Novo Acordo da Bacia do Rio Doce em 2025, que promete ampliar a infraestrutura e elevar ainda mais o nível da formação médica oferecida.

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