Justiça de Londres adia para abril de 2027 segunda fase do julgamento do caso Mariana
    O Prefeito de Mariana Juliano Duarte está em Londres acompanhando o caso de perto e lutando por justiça. Foto: Adrian Dennis / AFP

    A segunda fase do julgamento em Londres do caso do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), foi adiada para abril de 2027. A decisão da Corte de Tecnologia e Construção de Londres foi anunciada nesta quarta-feira (4). Antes, o prazo previsto era para outubro deste ano. A estimativa é que cerca de 40% dos autores possam ficar de fora deste processo, uma vez que já foram indenizados no Brasil.

    Em 14 de novembro passado, a Justiça britânica considerou a gigante da mineração australiana BHP responsável pelo que Marilda classifica como um “crime muito grande”. O adiamento dessa segunda fase foi pedido pelo escritório Pogust Goodhead, representante dos atingidos — em que 19 pessoas morreram e centenas apontam terem sido afetadas pelo desastre ambiental sem precedentes no país. O caso ocorreu em 5 de novembro de 2015.

    A data sugerida pelos autores para a próxima fase foi janeiro de 2027. A BHP, por sua vez, pediu um prazo ainda maior: junho do ano que vem. A mineradora justificou que considerou a complexidade do caso. Com a nova data, a expectativa é que a segunda fase do julgamento se estenda até março de 2028.

    Na segunda fase será a quantificação dos danos e as indenizações aplicáveis. Na ação, os autores buscam indenização da ordem de 36 bilhões de libras (aproximadamente R$ 285 bilhões, na cotação da época). São cerca de 620 mil autores, incluindo pessoas, empresas, municípios, comunidades indígenas e quilombolas e instituições religiosas. Em torno de 380 mil seguirão no processo caso ocorra a retirada de cerca de 240 mil autores por já terem sido indenizados no Brasil.

    Dez anos da tragédia de Mariana: Justiça britânica decide que BHP é responsável pelo desastre ecológico
    A BHP tinha duas sedes no momento dos fatos, uma dela em Londres, o que explica este julgamento na capital britânica, realizado entre outubro de 2024 e março de 2025.

    Desde o início do julgamento, a mineradora australiana negou ser “contaminadora direta”.

    Em 2024, a Justiça brasileira absolveu as empresas porque considerou que as provas analisadas não eram “determinantes” para estabelecer sua responsabilidade. Fonte: Valor Econômico.

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