Saúde mental da população LGBT+ é tema de debate no ICHS

    Por Mariana Amaral
    Na manhã desta quarta-feira (25), o Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), sediou uma roda de conversa voltada à saúde mental da população LGBTQIAPN+. O evento, aberto ao público, foi organizado pela Subsecretaria da Mulher e Direitos Humanos.
    O debate foi mediado pela equipe do Departamento de Promoção à Diversidade Sexual e de Gênero, contando com a participação de Liana Paula, chefe do Departamento de Diversidade, Jacqueline do Carmo, psicóloga e técnica do departamento, Saulo Camêllo, coordenador municipal de Direitos Humanos e Pedro Telles, referência técnica desse setor.


    Durante a atividade, os participantes compartilharam suas experiências pessoais e vivências como pessoas pertencentes a comunidade LGBT. Além disso, discutiram sobre a importância de espaços de acolhimento e políticas públicas voltadas para a promoção de saúde e bem estar desta população, como ambulatórios e centros especializados para atendimento.

    Um ponto importante relatado pelos participantes, foi a questão do difícil acesso à tratamento gratuito e de qualidade para a transição de gênero na Região dos Inconfidentes, já que a maior parte dessas pessoas precisam esperar por vagas em filas de espera de instituições como o ambulatório Trans Anyky Lima, que fica no Hospital Eduardo de Menezes em Belo Horizonte.


    A discussão também abordou a temática da família e o reconhecimento como uma pessoa LGBTQUIAPN+. Raisa Campos, integrante da ONG Mães da (R)esistência, relatou sobre sua vivência como mulher pansexual e mãe de um menino trans. “Agora eu posso falar que eu sou uma pessoa é pansexual. Eu tive essa oportunidade de poder viver isso agora adulta. […] Eu tive muita sorte de ter o meu filho, porque (ele) me ensinou muita coisa. […] foi a partir dele que eu pude ser, pude existir. Então isso, de alguma forma, fortalece a gente também nesse lugar da saúde.” afirmou.


    Para os interessados, o Departamento de Promoção à Diversidade oferece auxílio psicológico e acolhimento especializado. O fluxo de atendimento inicia com uma conversa individual para compreensão do contexto e das demandas de cada pessoa. Em seguida, o suporte continua em grupo, com rodas de conversa sobre temas pertinentes à comunidade, oficinas e atividades externas.

    Fotos: Mariana Amaral

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