Vereadores cobram ações de segurança após duplo homicídio de jovens de Passagem de Mariana no Bairro Cabanas

    Por: Rozembergue Alex Teixeira

    Durante reunião da Câmara de Mariana, realizada nesta segunda-feira 31 de agosto de 2026, vereadores defenderam integração entre forças de segurança, políticas de prevenção e investimentos em educação, esporte e juventude

    O vereador Manoel Douglas, conhecido como Preto do Cabanas, informou que protocolou um requerimento solicitando uma reunião com representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Secretaria de Segurança Pública e Conselho da Infância e da Juventude.

    Segundo o vereador, o objetivo é ampliar o debate sobre a segurança no município e buscar alternativas para prevenir novos casos de violência.

    “É uma discussão que precisa ser levantada sem querer responsabilizar ninguém, mas sim buscar um diálogo, buscar alternativa”, afirmou Manoel Douglas.

    O vereador destacou que os dois jovens mortos eram conhecidos das famílias da comunidade e que um deles participava de um projeto desenvolvido pelo Clube Oskindô, no distrito de Passagem.

    Para Manoel Douglas, a situação reforça a necessidade de ampliar projetos de prevenção e oferecer alternativas para crianças e adolescentes.

    “A gente está perdendo os nossos jovens. A gente precisa fazer um trabalho de prevenção”, declarou.

    O vereador também defendeu que a discussão sobre segurança pública não seja concentrada apenas na realização de eventos. Segundo ele, embora grandes movimentações possam exigir atenção especial, o duplo homicídio ocorreu em uma rua onde não havia concentração de pessoas.

    “Eu não concordo em responsabilizar um evento. Eu sei que, muitas das vezes, uma grande movimentação pode ser um ambiente propício de encontro de pessoas, mas o que aconteceu nessa semana foi em uma rua onde não tinha ninguém”, afirmou.

    Manoel Douglas ressaltou ainda que os eventos são importantes para o município, por movimentarem a economia e gerarem oportunidades para trabalhadores e comerciantes.

    “Nós defendemos os eventos, mas também defendemos a população, defendemos a segurança dos nossos jovens e defendemos projetos de prevenção”, disse.

    O vereador Ítalo de Majelinha também se manifestou sobre o caso e destacou a importância de ações conjuntas para enfrentar a violência.

    O vereador defendeu investimentos na Polícia Civil, principalmente nas áreas de investigação e inteligência, para que os responsáveis pelos crimes sejam identificados.

    Ítalo também ressaltou que a segurança não deve ser tratada apenas por meio da repressão. Para ele, investimentos em educação, esporte e oportunidades para os jovens são fundamentais para prevenir o envolvimento com a criminalidade.

    “Só prender também, só investir em tecnologia não resolve. Existe também o outro lado da história, que é dar condição para aquele jovem se desenvolver, dar oportunidade para aquele jovem da periferia não ter que entrar no crime”, afirmou.

    O vereador também destacou a importância da participação das famílias no acompanhamento da vida dos filhos, incluindo a rotina escolar e o comportamento nas redes sociais.

    Na avaliação de Ítalo de Majelinha, o enfrentamento da violência exige a participação de diferentes setores da sociedade.

    “São ações conjuntas, são ações coordenadas. Acho que nós temos que ter a sociedade inteira envolvida nisso”, declarou.

    O vereador ainda manifestou apoio ao requerimento apresentado por Manoel Douglas e defendeu a ampliação do debate sobre segurança e juventude em Mariana.

    Ronaldo Bento cobra respostas para a segurança em Passagem
    O vereador Ronaldo Bento também abordou a situação vivida pelos moradores do distrito de Passagem e chamou atenção para o número de mortes registradas recentemente.

    Segundo Ronaldo, quatro pessoas teriam sido vítimas de homicídios em um período inferior a 30 dias, o que teria aumentado a sensação de insegurança entre os moradores.

    “Em pouco menos de 30 dias nós tivemos quatro vítimas do nosso querido distrito de Passagem de Mariana”, afirmou.

    O vereador defendeu uma discussão mais ampla sobre segurança pública e políticas de prevenção e ressaltou a necessidade de atuação conjunta entre os diferentes órgãos responsáveis pela segurança.

    Ronaldo Bento citou o artigo 144 da Constituição Federal ao abordar as atribuições da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal.

    Segundo ele, é necessário que os órgãos responsáveis apresentem respostas à população e adotem medidas para garantir que os moradores possam utilizar os espaços públicos com segurança.

    “Precisamos rediscutir a questão que está sendo ventilada nas mídias e nas redes sociais”, afirmou.

    O vereador também destacou a preocupação dos moradores de Passagem diante dos crimes recentes e defendeu ações capazes de devolver tranquilidade às famílias.

    “Precisamos entregar à sociedade aquilo que é responsabilidade do Estado, aquilo que é responsabilidade do município, de dar a segurança para que o cidadão de bem possa acessar aonde ele quiser”, declarou.

    O vereador Ronaldo Bento também abordou a situação vivida pelos moradores do distrito de Passagem e chamou atenção para o número de mortes registradas recentemente.

    Segundo Ronaldo, quatro pessoas teriam sido vítimas de homicídios em um período inferior a 30 dias, o que teria aumentado a sensação de insegurança entre os moradores.

    “Em pouco menos de 30 dias nós tivemos quatro vítimas do nosso querido distrito de Passagem de Mariana”, afirmou.

    O vereador defendeu uma discussão mais ampla sobre segurança pública e políticas de prevenção e ressaltou a necessidade de atuação conjunta entre os diferentes órgãos responsáveis pela segurança.

    Ronaldo Bento citou o artigo 144 da Constituição Federal ao abordar as atribuições da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal.

    Segundo ele, é necessário que os órgãos responsáveis apresentem respostas à população e adotem medidas para garantir que os moradores possam utilizar os espaços públicos com segurança.

    “Precisamos rediscutir a questão que está sendo ventilada nas mídias e nas redes sociais”, afirmou.

    O vereador também destacou a preocupação dos moradores de Passagem diante dos crimes recentes e defendeu ações capazes de devolver tranquilidade às famílias.

    “Precisamos entregar à sociedade aquilo que é responsabilidade do Estado, aquilo que é responsabilidade do município, de dar a segurança para que o cidadão de bem possa acessar aonde ele quiser”, declarou.

    Durante a reunião, o vereador Marcelo Macedo fez a leitura de uma carta encaminhada pela ex-vereadora Beth Cota, na qual ela aborda a sensação de insegurança em Mariana e defende a recuperação dos espaços públicos.

    No texto, Beth Cota afirma que a cidade precisa discutir os rumos que está tomando e não pode permitir que famílias deixem de frequentar praças, ruas e outros espaços públicos por medo.

    “Mariana precisa recuperar seus espaços”, afirma a ex-vereadora.

    Beth Cota defende investimentos em iluminação pública, fiscalização, ocupação dos espaços públicos, esporte, cultura, educação e assistência social.

    “Precisamos recuperar nossas praças, precisamos levar atividades culturais para os bairros, precisamos criar espaço para nossas crianças e nossos jovens”, diz a carta.

    Para a ex-vereadora, segurança pública não deve ser tratada apenas depois que o crime acontece. A prevenção, segundo ela, também passa pela presença do poder público e pela ocupação dos espaços públicos pela população.

    “Segurança também se faz antes. Faz-se com prevenção, faz-se com oportunidade, faz-se com presença do poder público, faz-se com uma cidade iluminada, limpa, organizada e ocupada pela população”, afirma.

    Beth Cota também defendeu que o debate não seja transformado em uma divisão entre quem nasceu em Mariana e quem chegou posteriormente ao município.

    “Eu não quero uma Mariana dividida entre quem chegou e quem nasceu aqui. Quero uma Mariana onde todos respeitam a nossa história, a nossa cultura, as nossas leis e o nosso povo”, escreveu.

    A ex-vereadora também destacou a importância de valorizar o comércio local, os artesãos, artistas, professores, trabalhadores, idosos e jovens.

    Para ela, não basta lamentar os episódios de violência depois que acontecem. É necessário cobrar planejamento, fiscalização e soluções permanentes.

    “Não basta lamentar a violência, não basta fazer discurso depois que o problema acontece. É preciso cobrar planejamento, é preciso fiscalizar, é preciso propor soluções”, diz a carta.

    Ao final, Beth Cota defendeu que Mariana recupere seus espaços públicos, a segurança, o sentimento de pertencimento e a confiança da população.

    “Mariana precisa recuperar seus espaços, precisa recuperar suas praças, precisa recuperar a segurança, precisa recuperar o sentimento de pertencimento e, acima de tudo, precisa recuperar a confiança da sua população”, conclui.

    O vereador Pedro Sousa fez um discurso direcionado à situação da juventude marianense e chamou atenção para o perfil das vítimas da violência.

    Ao iniciar sua manifestação, o vereador questionou a cor dos jovens que estão sendo mortos em Mariana e afirmou que a maioria das vítimas se parece com ele.

    “A cor desses jovens que estão morrendo. Qual é a cor desses jovens que Mariana tem ceifado e Mariana tem tirado a vida deles? A maioria deles se parece comigo”, afirmou.

    Pedro Sousa também criticou o que classificou como uma naturalização das mortes e pediu que a Câmara e o município demonstrem publicamente solidariedade às famílias das vítimas.

    O vereador solicitou à Mesa Diretora que a Câmara emita notas de pesar em casos semelhantes e defendeu que a cidade dê a mesma importância a todas as vítimas, independentemente de sua condição social.

    “Nós não podemos lamentar só morte de filho de rico. Qual é a diferença para aquela mãe que perdeu o filho dela? Nenhuma. Nós somos seres humanos”, declarou.

    Em seguida, Pedro Sousa apresentou uma reflexão sobre a situação da juventude negra e periférica. Ele relatou sua experiência como homem negro, cidadão marianense e pai de um adolescente também negro.

    O vereador afirmou conhecer de perto o sentimento de insegurança de pais e mães diante da violência e citou os jovens Richard e João Corrêa ao falar sobre o risco de estar “no lugar errado, na hora errada”.

    Pedro Sousa afirmou que, somente em agosto, Mariana registrou quatro jovens assassinados em menos de 30 dias e defendeu medidas urgentes de proteção à juventude.

    Segundo o vereador, tratar a situação exclusivamente como um problema de segurança pública seria insuficiente. Para ele, as causas da violência também estão relacionadas à falta de oportunidades para os jovens.

    “Seria covardia da minha parte tratar isso apenas como problema de segurança pública, porque nós sabemos que a raiz é muito mais profunda”, afirmou.

    Pedro Sousa defendeu investimentos em escola de qualidade, esporte, cultura, primeiro emprego, qualificação profissional e empreendedorismo como instrumentos de prevenção à violência.

    “Onde há falta de escola de qualidade, esporte, cultura, primeiro emprego, entra o crime organizado. Onde falta perspectiva de futuro, sobra fuzil na mão”, declarou.

    Para o vereador, políticas públicas de educação e cultura são ferramentas fundamentais de segurança.

    “Eu acredito com convicção que a educação, a cultura, salvam vidas”, afirmou.

    Pedro Sousa também defendeu a criação de oportunidades de emprego e qualificação profissional para os jovens, além de incentivo ao empreendedorismo e acesso a crédito para aqueles que desejam trabalhar.

    Ao finalizar, o vereador fez um apelo aos poderes públicos para que sejam construídas políticas de segurança, educação e geração de renda voltadas à juventude.

    “Enterrar filhos de 18 e 19 anos não pode virar rotina na nossa cidade”, afirmou.

    Pedro Sousa encerrou sua manifestação com um apelo direto aos jovens de Mariana:

    “Parem de matar e parem de morrer.”

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