Duplicação não pode conservar gargalos antigos e repetição de acidentes

    Trevos e rodovia perdem eficiência a medida que fluxo de veículos aumentam e acidentes revelam necessidade de modernizar a BR-356

    Acidente na rodovia próximo ao Pocinho em Ouro Preto se repetem. Foto : dia 15/09/2026

    Trevos antigos já não acompanham o trânsito entre Ouro Preto, Mariana e Passagem por exemplo. Quem cotidianamente passa por ali sabe o problema que dá no horário de maior movimentação. O mesmo se repete na entrada do bairro Cabanas, a chamada faixa de Gaza ou no Pocinho em Ouro Preto.

    Crescimento da frota e aumento da circulação entre Mariana, Passagem e Ouro Preto reforçam necessidade de modernizar interseções da BR-356.

    Quem circula diariamente entre Mariana, Passagem de Mariana e Ouro Preto percebe um problema que vai além da quantidade de veículos na pista. Em alguns pontos, o próprio desenho das interseções obriga motoristas a reduzir a velocidade, cruzar fluxos ou realizar conversões que acabam interferindo na fluidez da rodovia.Um exemplo é o Trevo de Passagem de Mariana, na BR-356.

    O problema merece ser analisado sob uma nova realidade. Interseções projetadas para determinado volume de veículos podem perder eficiência à medida que a circulação aumenta. Nesse cenário, não basta simplesmente ampliar a pista principal: os pontos de entrada, saída, retorno e conversão precisam acompanhar a capacidade da rodovia.

    Duplicação da BR-356, entre Ouro Preto e Mariana abre oportunidade para rever os trevos em um amplo programa de modernização.

    Segundo informações atualizadas pelo Governo de Minas em setembro de 2026, o Acordo de Reparação do Rio Doce prevê R$ 1,7 bilhão para melhorias rodoviárias, priorizando a duplicação da BR-356 .

    Uma rodovia nova não pode conservar gargalos antigos

    Acidente causam filas e acentuam lentidão, já causada pelo excesso de caminhões que tranportam minério que andam muitas vezes em comboio de oito a dez. A duplicação é necessária mas também reformas estruturais dos acessos, como trevos e desvios.

    A discussão, portanto, deve ir além da duplicação.

    Se a região está recebendo um dos maiores investimentos rodoviários de sua história, é o momento adequado para estudar tecnicamente cada acesso entre Ouro Preto, Passagem e Mariana e região.  É justamente nesses pontos que uma estrada mais larga pode continuar congestionada se os acessos e trevos permanecerem sem alterações.