
O Brasil tem mais de 5.569 cidades, e Minas tem 853. Destas temos aqueles que foram ocupadas primeiros, no início da colonização portuguesa, e temos outras cidades que se originaram de aldeias indígenas, revelando a miscigenação de nosso povo.
Essas cidades, as primeiras, carregam em si uma trajetória, marcas do tempo que contam a história do passado, que revelam nossa identidade. Por isso são chamadas de cidades históricas. Mariana, por exemplo, é tombada como patrimônio nacional, reconhecendo suas primazias: primeira cidade de Minas, primeira capital, primeiro bispado, primeiro seminário, primeira escola, primeira Câmara, etc.
As minas de ouro que atraiam as pessoas para Mariana e para Minas ficavam nas redondezas da cidade e distritos, como Morro Santo Antônio, Morro Santana, que junto formam o parque do Gogo, uma das regiões mais ricas em ouro no passado.
Segundo diário do viajante inglês Richard Burton, que esteve na região em 1867, o Morro Santana e Santo Antônio recebeu uma legislação específica da Coroa Portuguesa no período colonial, dividindo por pessoa o terreno, assim mais gente poderia minerar e mais impostos a Coroa poderia receber. Isso deu origem a mais de mil buracos de sari, e a expressão cada um no seu quadrado.
Isso confirma a importância do parque do Gogo para história, como destino de milhares de africanos escravizados que aqui vinham trabalhar na mineração.
Estudar o Parque do Gogo é compreender que a história é formada por diferentes vozes e personagens. Resgatar sua memória significa valorizar a luta pela liberdade, reconhecer a contribuição da população negra para a formação do Brasil e refletir sobre temas como cidadania, direitos humanos e justiça social.





Em 2008 foi organizado um abaixo assinado para tombar o Parque do Gogo, Morro Santana e Morro Santo Ant^}onio e Igreja e Cemitério dos Ingleses, hoje o local é protegido como área arqueológica pelo IPHAN, mas não te a organização de um parque.