
‘O ignorante afirma ,o sábio duvida, o sensato reflete’
ARISTÓTELES

Por: Geraldo Gomes
Consta na história política da França um episódio interessante que vale a pena ser lembrado, como motivo de reflexão, por todas aquelas pessoas que exercem o direito do voto, em um país democrático como o nosso. Vale a pena também ser conhecido pelos jovens que nunca votaram, mas que estão na iminência de começarem a vida política, por terem conquistado o seu título de eleitor.
Diz o biógrafo de Hippolyte Taine que este era um jovem parisiense que, em 1829, quando ele contava apenas 21 anos de idade, foi sobressaltado por uma grande crise de responsabilidade. Relata ele, em seus escritos que esse jovem, vendo-se na iminência de ter que votar nas eleições que se aproximavam, percebeu que nada sabia do que era bom ou do que era mau para a França, e muito menos sabia das ideologias políticas em disputa naquele palco social no qual estava inserido. Taine, diante daquela circunstância, tomou a decisão de não votar e começou a fazer um acurado estudo de todas as questões relevantes que envolviam o bem estar do povo de seu país. Após alguns anos de minucioso estudo de todos os fatores que envolviam a política e a economia francesa, ele tornou-se um grande Filósofo, um dos expoentes máximos do Positivismo Comteano, tendo sido também muito útil no ordenamento político francês no século XlX, participando ativamente das decisões administrativas da sua nação, como conselheiro e homem de ciência que era.
Hippolyte Taine serviu como exemplo de vida para muitos jovens franceses que vieram após ele, bem como para jovens de outros países, pois tornou-se um crítico literário e escritor famoso em várias partes do mundo. Em um de seus escritos ele disse: “ na vida, ou se abrem caminhos ou se cavam sepulturas”. Com essa citação podemos entender que segundo a visão de Hippolyte Taine, ninguém tem o direito de ficar inerte diante das circunstâncias vivenciadas. Para o seu próprio bem, para o bem de sua família e para o bem da sociedade, todo cidadão, ou toda cidadã deve agir no sentido de construir caminhos. A inércia leva à morte do corpo e da alma. A omissão é a inércia levada a efeito, a pior das escolhas.
A circunstância experenciada por Taine em sua juventude não foi diferente da presenciada pelos jovens eleitores brasileiros nos dias atuais. Estes deverão escolher, através do voto, nas eleições que se aproximam, os cidadão ou as cidadãs que serão chefes do executivo do município, do estado, ou da república, bem como os componentes das câmaras legislativas estaduais, distrital e federal. Estas escolhas deverão ser feitas conscientemente, após uma reflexão demorada, para que seja sensata e útil para toda sociedade. É bom, em situações como esta, sempre lembrarmos das palavras de Aristóteles, um dos maiores Filósofos de todos os tempos, quando disse: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”.
Por esta razão é aconselhável que todos os eleitores e eleitoras, não só os jovens, usem de sensatez e reflitam muito antes de decidirem em quem votarão, quando esta oportunidade chegar. Sejam sensatos, reflitam, como aconselhou Aristóteles!. Sejam sábios, duvidem de todos os candidatos que venham com propostas e promessas mirabolantes de campanha. Duvidem, principalmente, daqueles candidatos que já tiveram oportunidades repetidas de ocupar cargos públicos, e muito pouco, ou nada fizeram pela sociedade. Não seja um ignorante ou analfabeto político, afirmando “ a priori,” que este ou aquele candidato é o melhor. Analise as necessidades do povo e confronte com as propostas de governo de todos os candidatos, bem como a ideologia que cada candidato defende. O exemplo de Hyppolite Taine merece ser seguido por todos. Um futuro melhor para você, para sua família, e para toda sociedade, depende de sua escolha diante da urna.
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