Sete vereadores são contrários ao aumento salarial do Executivo e Legislativo

    Mesmo fora da pauta da 29ª reunião ordinária da Câmara, o tema foi discutido pelos parlamentares

    Por: João B. N. Gonçalves e Hynara Versiani

    Durante a 29ª Reunião Ordinária da Câmara de Mariana, realizada na segunda-feira, 23 de setembro de 2024, voltou a ser discutido o aumento salarial para o prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores. Apesar de não estar na pauta oficial, o tema gerou debate entre os parlamentares, com sete dos quinze vereadores se posicionando contra o reajuste.

    Os vereadores Pedrinho Salete, Preto do Cabanas, Sônia Azzi, Zé Sales, Ronaldo Bento, Zezinho Salete e Maurício da Saúde manifestaram publicamente sua oposição aos projetos. Segundo eles, o aumento salarial é inoportuno, dado o contexto econômico delicado que a cidade atravessa.

    O Projeto de Lei nº 100/2024 prevê um salário de R$ 30.000,00 para o prefeito, R$ 24.000,00 para o vice-prefeito e R$ 18.000,00 para os secretários, com reajustes anuais atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Já o Projeto de Resolução nº 06/2024 fixa o subsídio dos vereadores em R$ 13.202,55, também com reajustes baseados no INPC e direito à gratificação natalina.

    Pedrinho Salete afirmou que já havia se manifestado contra os projetos em suas redes sociais e manteve sua posição durante a reunião. Ele questionou o motivo de os projetos não terem sido incluídos na pauta e expressou preocupação com a possibilidade de uma votação extraordinária sem direito de vista por parte dos vereadores.

    O vereador Preto do Cabanas lembrou que o parecer da Comissão de Finanças e Justiça foi contrário aos projetos, não por questões legais, mas pela discordância quanto ao conteúdo das propostas. Preto ressaltou que, caso o projeto não seja votado até 30 de setembro, os salários permanecerão inalterados.

    Outros vereadores, como Ronaldo Bento e Sônia Azzi, Zé Sales e Zezinho Salete também se manifestaram contrários, argumentando que o reajuste não é adequado diante das dificuldades enfrentadas pelo município. Os demais vereadores não se manisfestaram.

    José Sales, membro da Comissão de Finanças, justificou seu voto contrário citando as dificuldades financeiras da cidade. “Desde o início já era contrário. Não sou contra o aumento em si, sou contra as condições em que a cidade vive hoje. Acho que é um aumento de custo que ia ocorrer num momento inoportuno, num momento em que estamos passando por problemas de água e com vários desafios de recursos para recuperar a cidade”, afirmou.

    Zezinho Salete, que também votou contra o projeto, reforçou a inadequação do aumento salarial em meio à situação financeira do município. “Votei contra e continuo contra. Não que as pessoas não mereçam. Os valores deveriam ser reajustados, sim, mas no momento, estamos passando por muitas dificuldades na cidade. Acredito que podemos esperar mais”, destacou o vereador.

    Os projetos não faziam parte da pauta da última reunião ordinária, por isso, os demais vereadores não demonstraram ser favoráveis ou contrários ao reajuste salarial. Os dois projetos podem ser votados somente até a próxima semana, 30 de setembro, por conta das eleições municipais do dia 6 de outubro.

    Para receber notícias no seu WhatsApp clique aqui
    E para receber notícias da nossa página no Facebook
    Se inscreva no nosso canal do you tube para receber nossas reportagens, clique aqui

    SAL : Serviço de atendimento ao leitor – para enviar mensagem, informar erro, elogiar, solicitar cobertura jornalística ou indicar pauta, entre em contato com o Serviço de atendimento ao leitor, via whatsapp, clique aqui