Obras na Escola Wilson Pimenta na‘‘Prainha’’ em Mariana enfrentam atrasos
    Local onde vai ser o reservatório

    Por: Hynara Versiani e João B. N. Gonçalves

    As obras do Projeto Escola Segura na Escola Municipal Wilson Pimenta, na rua. Belo Horizonte no bairro Santo Antônio mais conhecido como (Prainha’’) iniciadas em novembro de 2023, estão causando transtornos na rotina escolar. Segundo o diretor Helerson Freitas, mais conhecido como “Madera”, a falta de planejamento e a troca de empresas responsáveis pelas obras têm atrasado a conclusão do projeto, previsto inicialmente para julho deste ano.


    O Projeto Escola Segura é um projeto da Fundação Renova que faz parte das ações de contrapartida e reparação pelo rompimento da Barragem de Fundão, e tem como objetivo garantir a segurança dos alunos e funcionários das escolas, através de melhorias na infraestrutura e na capacitação de brigadistas mirins. No entanto, os atrasos nas obras têm gerado um ambiente de caos na escola.
    “Faz praticamente dois anos que está sendo implementada essa parte de material, e a gente está tendo essa dificuldade para seguir um planejamento.


    A Secretaria de Educação tem cobrado muito, mas infelizmente sempre a gente teve problemas e tropeços com essas datas estipuladas”, lamenta o diretor. Ele relembra que a elaboração de projetos e visitações se iniciaram em novembro de 2022.


    “Não passa dos 90%. Eles falam, ‘Está 90% pronto o serviço na escola’, mas não fica pronto, não é entregue. Depois, retomam as atividades novamente, mas infelizmente, tem toda aquela questão: barulho, funcionários circulando dentro da escola, isso tudo gera um caos, meio que desnecessário pelo tamanho da obra”, afirma Madera.


    De acordo com o diretor, as intervenções que ainda precisam ser finalizadas incluem uma casa de gás, que ficará afastada da cozinha por questões de segurança, e um reservatório de água, cuja obra ainda não foi iniciada. Apesar disso, o reservatório já possui um local designado.
    Responsável pelo Projeto Escola Segura, o Guarda Civil Municipal e agente de proteção e defesa civil André de Freitas Machado ressalta a sua importância para a comunidade escolar.


    Segundo ele, o projeto tem como objetivo principal desenvolver uma cultura de prevenção e segurança nas escolas, preparando alunos e professores para agir em situações de emergência.
    “O Programa Escola Segura pretende desenvolver junto aos docentes e discentes da rede pública o comprometimento na promoção e no fomento de uma cultura de prevenção e segurança, conscientes dos riscos e preparados para pronta resposta a situações de desastres”, explica Machado.
    Apesar dos desafios enfrentados na execução do projeto, a Guarda Civil Municipal destaca as diversas ações já realizadas, como oficinas de capacitação, simulados de emergência e a distribuição de kits de primeiros socorros para as escolas participantes.


    O que é o Projeto Escola Segura?
    O programa tem como objetivos principais, conforme estabelecido na Lei 3.647 de 13 de dezembro de 2022:
    I – implementar a cultura de prevenção de riscos, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de acordo com a legislação vigente, os temas relacionados à Gestão de Risco de Desastres (GRD) e Redução de Risco de Desastres (RRD), com ênfase na prevenção, capacitando todos os agentes envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, durante o período letivo regulamentar;
    II – orientar a população sobre o respeito à Segurança, Meio Ambiente, Saúde e Primeiros Socorros, objetivando que seja mais consciente dos riscos, ameaças e vulnerabilidades ao seu redor;
    III – visualizar e compreender a escola como espaço seguro por meio de conceitos e práticas de redução de risco de desastre, considerando como ponto central o seu próprio espaço escolar;
    IV – propiciar que a comunidade escolar compreenda às possíveis ameaças, bem como os procedimentos corretos a serem adotados em situação de risco e desastre, a fim de evitar ou minimizar danos e prejuízos;
    V – incentivar que a comunidade escolar perceba o entorno, a fim de entender como a instituição e os próprios alunos podem identificar e contribuir diretamente para a redução de riscos de desastres localmente;
    VI – formar facilitadores, junto à Comunidade Escolar, através de atividades educativas e preventivas com iniciativa da Defesa Civil, com o objetivo de multiplicar na Rede Municipal de Ensino, ações relacionadas GRD – Gestão de Risco e Desastre;
    VII – fomentar discussões e promover atividades a respeito da gestão de risco e desastre nos espaços escolares; VIII – realizar ações preventivas que sejam capazes de dialogar com a construção do currículo escolar em RRD – Redução de Risco de Desastre, com o objetivo de dotá-lo com ferramentas e argumentos em busca de melhores condições educativas para toda a comunidade escolar.
    O que diz a Fundação Renova?
    A Fundação Renova informa que as obras nas Escolas Municipais Monsenhor José Cota e Wilson Pimenta já superaram 70% de execução. “A iniciativa visa adequar as escolas em termos de sinalização e segurança, complementando o trabalho desenvolvido em parceria com a Defesa Civil de Mariana.”
    A execução é acompanhada pela direção escolar e pela Secretaria Municipal de Educação, que foram informadas sobre a suspensão temporária dos serviços em razão da necessidade de contratação de um novo prestador.
    A Fundação Renova afirma ainda que, após a conclusão desse processo, um novo cronograma será divulgado para a finalização das obras.

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