Ouro Preto oficializa candidatura como Cidade Criativa da UNESCO

    Evento na Casa da Ópera marca assinatura da lei do Plano Municipal de Economia Criativa e reforça importância do artesanato em pedra-sabão

    Por: João B. N. Gonçalves e Hynara Versiani

                Na noite da última quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, Ouro Preto se candidatou oficialmente como Cidade Criativa da UNESCO no campo das Artes Populares e Artesanato. Durante o evento, realizado no Teatro Casa da Ópera, o prefeito Angelo Oswaldo (PV) assinou a lei que institui o Plano Municipal de Economia Criativa.

    A candidatura insere Ouro Preto na Rede de Cidades Criativas da UNESCO, que reconhece locais comprometidos com a cultura e a inovação. A cidade busca valorizar o artesanato em pedra-sabão e ampliar oportunidades econômicas para artistas e artesãos locais.

    O diretor de economia criativa e solidária de Ouro Preto, Luís Viana, destacou a força da área em Ouro Preto, apresentando dados relacionados à geração de empregos formais em economia criativa no município. De acordo com as informações, 3.110 ouro-pretanos ocupam cargos formais relacionados à economia criativa.

    O Plano Municipal de Economia Criativa, também formalizado no evento, representa um marco para Minas Gerais, tornando Ouro Preto a primeira cidade do estado a adotar uma política estruturada voltada à economia criativa. O projeto foi desenvolvido com apoio da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), que realizou levantamentos em todas as localidades do município para compreender a dinâmica econômica do setor criativo.

    O prefeito Angelo Oswaldo enfatizou o impacto da candidatura para o reconhecimento de Ouro Preto como um polo criativo. “O título de Cidade Criativa da UNESCO é altamente respeitado. Ele fortalece as cidades que o recebem, destacando seu compromisso com a economia criativa e a inovação. Estamos preparados e credenciados para que Ouro Preto alcance esse reconhecimento”, disse.

    Durante seu discurso na mesa de abertura, Angelo Oswaldo ressaltou que títulos como esse iluminam ideias e objetivos, reforçando compromissos com a cultura e a diversificação econômica. Ele pontuou que, embora a mineração continue sendo um setor importante, a cidade precisa expandir suas fontes de renda. “A mineração emprega menos mão de obra do que no passado. Precisamos diversificar nossa economia e, para isso, a economia criativa é um caminho fundamental”, afirmou.

    A subsecretária de Estado de Cultura e Turismo, Maristela Rangel, reforçou a confiança na aprovação da candidatura. “Não estamos apenas buscando um título, mas reconhecendo a memória e a história do povo de Ouro Preto. Essa conquista já está garantida pelo valor econômico e cultural que a cidade representa”, afirmou.

    Felipe Guerra, secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, destacou a relevância da política de diversificação econômica. “Ouro Preto é pioneira ao criar um plano de economia criativa. Com essa política, buscamos gerar empregos, renda e reconhecimento para artistas e artesãos locais. O Estado de Minas Gerais vive o Ano das Artes, e essa candidatura vem no momento ideal para fortalecer ainda mais a economia criativa”, afirmou.

    Flávio Malta, secretário de Cultura e Turismo de Ouro Preto, também celebrou a candidatura. “Este é um momento de consagração do trabalho de muitas equipes. A chancela da UNESCO reforça a vocação natural de Ouro Preto para as artes e a cultura popular. Nosso compromisso é continuar promovendo esse setor essencial para a identidade da cidade”, disse.

    O prazo para submissão da candidatura à UNESCO é 10 de fevereiro. Caso aprovada, Ouro Preto se juntará a Belo Horizonte, que integra a rede como Cidade Criativa da Gastronomia, ampliando a participação de Minas Gerais no cenário global da economia criativa.

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