20 mil litros de Soda Caustica derramados no Ribeirão do Carmo : análise indica elevada contaminação

    Por mais de 30 anos o Ribeirão do Carmo recebeu rejeito de soda cáustica da fábrica de alumínio de Ouro Preto. Agora novamente na segunda dia 11 de agosto mais de 20 mil litros de soda caustica foram despejados no curso do Ribeirão, que mal tem vida. Apenas os peixes mais resistentes conseguem sobreviver e se adaptar a condições ambientais adversas, incluindo a poluição, como lambari, o bagre e o cascudo. Em Passagem de Mariana por exemplo, distrito local mais próximo de Ouro Preto, nem um peixe foi encontrado morto, isso significa que as condições são adversas a vida.

    O Diretor do SAAE Sr. Ronaldo Camello disse que as captações de água de Mariana não foram atingidas.

    Segundo o Prefeito de Mariana Sr. Juliano Duarte em razão do derramamento de soda cáustica ocorrido em Ouro Preto o SAAE já realizou duas coletas para análise da qualidade da água do ribeirão do Carmo e, infelizmente, os resultados indicam que ela está fora dos padrões.

    “Por isso, orientamos toda a população ribeirinha a não utilizar a água, em nenhuma hipótese, inclusive para tratar animais”. O monitoramento seguirá durante a semana e, assim que os parâmetros estiverem normalizados, faremos um novo comunicado. Nossa equipe da Secretaria de Meio Ambiente, junto com o Instituto Habitat, já atua no recolhimento e no resgate de peixes, e a empresa responsável será notificada e multada. A Defesa Civil permanece acompanhando de perto e está à disposição para qualquer dúvida ou emergência.” Informa o prefeito Juliano.

    A Prefeitura de Barra Longa também emitiu nota de alerta e aconselhou aos garimpeiros que se afastassem do rio.

    No editorial da edição da semana passada o assunto foi a saúde do Ribeirão do Carmo, já bastante poluído. Agora então com esse acidente é mais que necessário não só verificar a qualidade da água mas fiscalizar como se dá a dispersão de rejeito industriais no ribeirão do Carmo. Não se pode ignorar que da qualidade da água do rio depende também humanos e animais.

    Este é o maior acidente ambiental de Mariana desde o rompimento da Barragem da Samarco, pois a soda cáustica, ou hidróxido de sódio, pode causar sérios problemas ambientais quando lançada em rios, afetando tanto a vida aquática quanto a qualidade da água. Seus efeitos incluem alterações no pH da água, tornando-a básica, o que pode ser letal para muitas espécies. Além disso, a soda cáustica pode contaminar o solo e a água subterrânea, causando danos a longo prazo.