Câmara de Mariana questiona relatórios oficiais após acidente com carga química em Saramenha
    Assista ao trecho que foi debatido durante a reunião da Câmara

    Por: Geovanna Lopes

    Durante a Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Mariana, que ocorreu nesta segunda feira, 25 de agosto de 2025, um acidente ambiental registrado no dia 11 de agosto de 2025, na BR-356, altura do km 93, em Saramenha, distrito de Ouro Preto, acendeu um embate entre autoridades estaduais e municipais, além de provocar indignação em vereadores de Mariana e moradores da região.

    O tombamento de um caminhão da empresa PS Trans Transportes, que carregava 12.800 litros de soda cáustica líquida, resultou no derramamento de parte da carga no solo e no córrego do Funil, afluente do Ribeirão do Carmo. O acidente levou ao bloqueio total da rodovia até a madrugada do dia 12, com posterior liberação parcial e, em seguida, total.

    Os vereadores de Mariana durante sessão na Câmara Municipal, contaram que foram registradas centenas de peixes mortos, além de cavalos e cães intoxicados em propriedades próximas. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Mariana, segundo os vereadores, chegou a emitir alertas diários sobre a imprópria qualidade da água para consumo humano e animal.

    O Vereador Ronaldo Bento solicitou que a secretaria da Câmara lesse a página 04 do jornal O Espeto onde foi publicado a nota oficial do acidente enviada pelo NEA (Núcleo de Emergências Ambientais), na qual a empresa fala que o produto derramado não é considerado tóxico:

    Vereador Ronaldo Bento rebateu a nota: “Eu estive lá, e vi centenas de peixes mortos e foi solicitado a testagem da água, essa nota pode não ser verdadeira”, declarou o vereador Ronaldo em plenário.

    O Vereador Manoel Douglas (Preto do Cabanas), disse que : ‘’Precisamos de mais informações e de como esses analises foram feitas, já que essas analises podem ser de um certo tempo após o acidente temos que saber o período de coleta’’.

    ]O vereador Fernando Sampaio presidente da comissão da comissão de meio ambiente da câmara, decidiu encaminhar ofício à secretaria estadual solicitando informações detalhadas sobre as coletas, datas e locais analisados.

    Também foi sugerido pelos vereadores que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o SAAE apresente seus próprios relatórios para confrontar os dados com a nota do NAE.

    Enquanto isso, a população das áreas afetadas permanece em alerta, temendo novos impactos no ecossistema do Ribeirão do Carmo, curso d’água historicamente vítima de contaminação ambiental.

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