O feitiço das commodities : cidades mineradoras viram reféns da mineração

    Commodities são os impostos pago pela mineração as cidades mineradoras. Com essa receita entrando muitas prefeituras baseiam-se sua atividade econômica voltada a apenas receita, acreditando ser essa sua vocação, sem diversificar.

    O assunto foi levantado por Toninho do Osquindô em sua palestra na Conferência da Cultura em Mariana dia 30 de outubro. Ele citou o caso do distrito Criativo em Passagem de Mariana como forma de diversificação econômica.

    Com as commodities entrado nos cofres das prefeituras outras formas de fomentar a economia são deixadas de lado, como o setor cultural que segundo o índice FIRJAN movimentou 3,6 % do PIB em 2023 gerando 7.8 milhões de emprego. A mineração no mesmo ano movimentou 4% do PIB e gerou um milhão de empregos.

    Toninho, foto acima, disse que a informação é o maior antídoto para diversificar a economia através do turismo e da economia criativa e cultural. Segundo dados da Secretaria de Cultura e Turismo trazidos por Toninho em sua palestra aconteceram em Mariana 137 eventos em 2023, sendo 47 culturais, 44 religiosos, 15 esportivos, 12 mistos, 10 sobre saúde, 7 institucionais e 2 sociais. Desses 97 foram realizados em Mariana e 40 em distritos.

    Há gestores nas cidades e Estados que ficam enfeitiçados pelas commodities da mineração, que passa a ser principal fonte de recursos. Segundo Toninho as prefeituras não podem serem vistas como uma caixa forte infinita, há que ter diversificação para quando o minério acabar existir outras opções de emprego e renda. “Os municípios devem fomentar a cultura, a diversificação econômica, analisando a raiz da palavra “fomentar”, que vem de fermentar, fazer crescer.”

    O feitiço das commodities deve ser quebrado para que os municípios não fiquem reféns dos impostos da mineração apenas. Há que atrair e fomentar outras alternativas econômicas.