Livro de Marizabel Pacheco reconta a vida e a memória de Sinhá Olímpia

    Por: Rozembergue Alex Teixeira

    Escritora mineira Marizabel Pacheco transforma memória e imaginação em literatura para crianças

    A escritora mineira Marizabel Pacheco constrói sua trajetória literária a partir do diálogo entre memória, imaginação e patrimônio cultural. Formada em Letras, Teatro e Bacharelado em Museologia pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), a autora tem se destacado por obras que resgatam histórias e personagens ligados à região dos Inconfidentes, com linguagem acessível e sensível, voltada especialmente ao público infantil.

    Em 2022, Marizabel publicou seu primeiro livro, “A Joia do Salto”, uma obra de ficção inspirada no distrito de Santo Antônio do Salto, que dialoga com o universo das crianças ao mesmo tempo em que valoriza a cultura local. Dois anos depois, em 2024, lançou seu segundo trabalho, “Sinhá Olímpia de Ouro Preto”, publicado pela Editora Mazza, de Belo Horizonte.

    O livro reconta a história de Sinhá Olímpia, figura popular e emblemática da cidade histórica. Nascida no distrito marianense de Santa Rita Durão, ela viveu seus últimos anos em Ouro Preto, onde ficou conhecida por circular pelas ladeiras contando causos aos turistas. Sua presença marcou gerações e atravessou fronteiras, sendo celebrada por nomes como Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes e Rita Lee, além de inspirar o enredo da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, com o tema “Deu a louca no Barroco”.

    Na obra, Marizabel recria a vida de Sinhá Olímpia com riqueza imaginativa, sem se afastar do fio do real, ativando a memória coletiva e reafirmando a importância da oralidade. Para a autora, contar e recontar histórias torna-se ainda mais necessário em tempos de vida acelerada, pois é por meio da narrativa que pessoas e experiências se tornam imortais.

    Inspirada pela peça “Olympia”, do Grupo de Teatro Andante, de Belo Horizonte, que a marcou profundamente nos anos 2000, Marizabel propõe um olhar que vai além dos patrimônios de “pedra e cal”, expressão usada por Mário de Andrade para se referir aos bens tombados. A autora defende a valorização do patrimônio humano de Ouro Preto, representado na figura livre, colorida e poética de Sinhá Olímpia, cuja imagem com roupas descombinadas, cajado adornado e espírito irreverente contrasta com a rigidez da arquitetura colonial e remete à leveza da primavera.

    O livro “Sinhá Olímpia de Ouro Preto” conta com ilustrações do artista plástico Walter Lara e apresentação do professor Célio Macêdo, docente de História da Arte do curso de Bacharelado em Museologia da UFOP. A obra reafirma o compromisso da autora com uma literatura viva, sensível e comprometida com a preservação da memória cultural, especialmente junto às novas gerações.

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