Carnaval de Ouro Preto 2026: Acadêmicos de São Cristóvão é consagrada como grande campeã

    Por: Helena Paz

    O Carnaval de Ouro Preto, considerado o maior do interior de Minas Gerais, trouxe em 2026 o tema “Sinhá Olímpia, quem é você?”. A homenageada foi Olympia Angélica de Almeida Cotta, figura mítica que percorria as ladeiras da cidade contando histórias e se tornou amplamente conhecida, sendo, inclusive, elogiada por Rita Lee como a primeira hippie do Brasil.

    Entre a irreverência e a tradição, Ouro Preto recebeu cerca de 60 mil pessoas, com intensa movimentação econômica na sede e nos distritos. Durante os cinco dias de festa, foram mais de 50 blocos de rua, desfile de sete escolas de samba e mais de 100 apresentações artísticas, segundo dados da Prefeitura.

    Além do tradicional carnaval de rua organizado pela Prefeitura, Ouro Preto também sediou o maior carnaval universitário do Brasil, o Carnaval Surreal, com programação diária de shows e público estimado em 30 mil pessoas. A Liga dos Blocos, criada em 2025, reúne o Bloco do Caixão, Cabrobró, Praia e Chapado, organizados por entidades estudantis com apresentações de artistas nacionais.

    Um dos momentos mais aguardados do carnaval ouro-pretano são os desfiles das escolas de samba, iniciados na segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026. Confira a classificação final:

    1º lugar: Acadêmicos de São Cristóvão (tricampeã)
    2º lugar: União Recreativa do Santa Cruz
    3º lugar: Inconfidência Mineira (ESIM)
    4º lugar: Princesa Isabel
    5º lugar: Império do Morro Santana
    6º lugar: Unidos do Padre Faria
    7º lugar: Imperial de Ouro Preto

    Temas como Egito Antigo, a passagem do tempo, homenagens às comunidades ouro-pretanas, críticas às estruturas de poder e a valorização dos saberes tradicionais marcaram os desfiles.

    A grande vencedora foi a Acadêmicos de São Cristóvão, que conquistou o tricampeonato com o samba-enredo “Eu Sou a Revolução”. O desfile apresentou um resgate histórico de Francisca Mina, mulher africana escravizada que teria exercido papel de liderança na Revolta de Vila Rica, em 1720.

    Representada como símbolo de resistência ao apagamento histórico, Francisca ganhou protagonismo na Praça Tiradentes por meio do enredo escrito por Wallessy Faria. O trabalho destacou a ancestralidade e a força da memória de mulheres fundamentais para a história de Ouro Preto.

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