O ser, o ter e o querer de uma mulher

    Por: Domenica dos Santos – Psicóloga

    Uma mulher, em todas as suas particularidades, é um ser em constante reinvenção. A constituição dessa identidade não é simples. Socialmente, ela vem carregada de normas implícitas, nas quais delicadeza, cuidado e tolerância parecem atributos obrigatórios, quase como se não pudessem faltar.

    Ela se reinventa naquilo que precisa ser e, sobretudo, naquilo que é. É inegável reconhecer os avanços conquistados. Mesmo assim, os desafios permanecem. Romper com um desejo que não corresponde ao socialmente aceito é desorganizar uma idealização do feminino. Afinal, o que é preciso ter para ser mulher? Casar? Ter filhos? Manter a vaidade e a delicadeza? Que expectativas predefinidas são essas, necessárias para legitimar a existência? Será que existe um jeito certo de ser mulher?

    E, para além disso, desejar o que historicamente foi reservado aos homens exige enfrentamento. Espaços foram fundados, delimitados, mantidos. Ainda assim, seguimos mostrando que desejamos. E, quando conquistamos, frequentemente somos tratadas como exceção quando, na verdade, somos potência. Fazemos muito bem quando desejamos.

    Para dar conta das múltiplas funções que nos atravessam, muitas vezes nos desdobramos para dar conta de tudo. Mas ser forte não deveria ser uma obrigação permanente. Há beleza também no compartilhamento de funções, embora nem sempre ela seja reconhecida como tal.

    Acredito que a busca por romper com esses paradigmas deva ser constante, pois uma mulher precisa de outras para abrir caminhos juntas. Busco mulheres que existam com tudo o que há de bonito em ser, mesmo quando isso não corresponde ao que o outro espera, mesmo quando o diferente é lido como inadequado. Ainda assim, continuamos mulheres.

    Então, vamos?

    Seja o que você quiser ser.
    Tenha o que fizer sentido ter.
    Deseje o infinito.

    Você pode. Você é capaz.
    Talvez ainda não tenha dimensão da potência que carrega, mas estou aqui para te impulsionar.

    Por isso, seguimos.

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