Sarau Territórios Artísticos finaliza sua primeira temporada e movimenta campis da UFOP em Mariana

    Na última semana, o projeto Sarau Territórios Artísticos finalizou seu primeiro ano de atividades. O projeto é desenvolvido com auxílio do Programa de Incentivo à Diversidade e Convivência (PIDIC) da UFOP e tem a direção do professor Adriano Medeiros da Rocha (DEJOR). A equipe ainda conta com os estudantes bolsistas Érica Cerqueira Gonzalez Martinez (DEART) e Estevão Martins (DEHIS) e a voluntária Sofia de Castro e Paula Nunes (DEJOR).

    O Sarau Territórios Artísticos tem por objetivo promover a socialização por meio da divulgação e experimentação de diversas formas de cultura e arte. Dessa maneira, a iniciativa busca contribuir para a formação estética e ética dos participantes, estimulando a criação de um repertório artístico mais diversificado e crítico. Além de um espaço de convivência e expressão, o Sarau também desempenha um papel essencial na democratização da cultura, fortalecendo o vínculo com a universidade. A ressignificação deste território ainda fortalece a relação entre a comunidade acadêmica e a sociedade, estabelecendo parcerias com grupos culturais locais. Assim, o Sarau busca se concretizar como um espaço de formação política e artística, estimulando debates sobre arte e sociedade, bem como a reflexão sobre as relações entre cultura, educação e política.

    O projeto foi iniciado em abril de 2025. Ao longo de dois períodos letivos da UFOP foram desenvolvidas seis edições do evento, de forma alternada, entre o Instituto de Ciências Sociais e Aplicadas (ICSA) e o Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade.

    A equipe realizadora do Sarau Territórios Artísticos sempre buscou constituir e promover a maior diversidade e pluralidade possível entre os artistas e as artes participantes do evento. Neste sentido, se apresentaram artistas bastante jovens, como o MC Keny e a MC Galdêncio, criadora da Batalha das Minas – com seus 17 anos, como também artistas sêniores, como os atores Wilton Araújo, Osmar Vanio e Alexandra Lara. Também houve o cuidado e a busca por um equilíbrio de gênero entre os/as convidados/as.

    Nos palcos alternativos das seis edições do Sarau Territórios Artísticos se apresentaram dezenas de artistas – em uma média de 12 a 16 por edição. Entre os muitos gêneros artísticos que o Sarau contemplou nestas primeiras edições, destacam-se: poesia, música, teatro, dança, performance, fotografia, cinema, vídeo e artesanato. Tudo isso junto, em uma mistura dialógica e muito estimulante. É importante ressaltar que o espaço de criação e apresentação do Sarau Territórios Artísticos sempre é livre e aberto também para outras apresentações e artistas não contatos previamente.

    Depois de participarem ativamente da ação, muitos destes protagonistas ressaltaram a importância do Sarau Territórios Artísticos como espaço de encontros. Esse foi o caso do cineasta e estudante do 8º período de Jornalismo, Anthony Christian, que apresentou e debateu seu filme Tudo que é sólido desmancha no ar – lançado recentemente e que teve a sua segunda exibição oficial através do Sarau. Para ele, “a academia, a arte e cultura se entrelaçam. Ter uma proposta como este Sarau é fazer com que artistas, sejam da universidade ou não, se encontrem e compartilhem suas pesquisas artísticas”.

    O ator sênior Osmar Vanio concordou com a posição de Christian, porém, como participante externo à UFOP, ressaltou que a quebra das barreiras entre a Universidade e a comunidade no seu entorno é fundamental e que este movimento precisa ser perene: “A gente tá numa cidade de uma cultura imensa e que, às vezes, a gente não tem a possibilidade de dialogar ou de mostrar o que a gente faz. Nós estamos aqui há 12 anos e apresentamos mais fora da cidade do que aqui, dentro da cidade. E o Sarau é um momento que a gente tem de trocar, de as pessoas saberem que a gente existe enquanto artistas, pessoas sociais”.

    Na busca de unir pessoas e talentos dos dois campi da UFOP em Mariana, o projeto Sarau Territórios Artísticos acabou contribuindo para aproximar também outros setores e espaços da Universidade aos institutos da primaz de Minas Gerais. Este foi o caso do estudante Luan Ramos, do 7º período do curso de Artes Cênicas, com sede no IFAC, no campus Morro do Cruzeiro, em Ouro Preto. Contagiado com o sucesso de sua apresentação naquele dia, o ator e membro do movimento estudantil da UFOP, reconheceu a importância do evento para os estudantes dos diversos cursos da Universidade: A apresentação no Sarau, foi muito gratificante. Isso porque eu nunca tinha tido a oportunidade de apresentar em um sarau para outros estudantes fora do curso de Artes Cênicas. Fazer essa apresentação para outras pessoas foi muito bom para mim. O Sarau ajuda muito a gente num leque de divulgação do nosso trabalho. Estar apresentando neste Sarau foi uma grande satisfação, além de fortalecer a cultura de todos os estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto.

    Aprofundando a perspectiva filosófica em relação ao conceitos propostos pelo Sarau Territórios Artísticos e seu lugar dentro da UFOP, a poetiza e historiadora Monara Sabrina ressaltou o projeto como uma importante forma de ecoar vozes e vezes: “A arte existe porque a vida não basta. O Sarau é uma forma de expressar, de a gente entender que não vai perder por se expressar, por vomitar todas essas emoções – boas ou ruins. É um acalento, sabe? É um descanso para a cabeça e para alma”.

    A entrada nas edições do evento é gratuita e aberta a todos interessados. Ao 2026, a previsão é que sejam realizadas várias outras edições do Sarau Territórios Artísticos, estimulando mais conexões entre os dois campi da UFOP e promovendo uma programação contínua e estruturada de diversas atividades.

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