Juliano Duarte assume a presidência do consórcio CORIDOCE

    Juliano Duarte junto com outros prefeitos manifestaram preocupação com a decisão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em relação aos recursos para obras de saneamento básico que já estão em andamento, e com isso podem ficar paradas, especialmente, para as cidades que não assinaram o acordo da repactuação. 

    Por Mariana Amaral

    Nesta quinta – feira (05/03/2026) a cidade de Mariana sediou a Assembleia Geral do Consórcio Público de Defesa e Revitalização do Rio Doce – CORIDOCE, na qual o prefeito de Mariana, Juliano Duarte, tomou posse como presidente da entidade.

    Durante os próximos dois anos ele atuará como líder na defesa dos interesses dos 49 municípios atingidos pelo crime socioambiental do rompimento da barragem de Fundão. Dentre suas responsabilidades estão a articulação entre governos e empresas, cobrança de repactuações justas e busca por investimentos em infraestrutura e saneamento.

    Estiveram presentes no evento prefeitos e representantes dos municípios que fazem parte do CORIDOCE, autoridades municipais de Mariana, do governo do Estado de Minas e governo federal. 

    Dentre as pautas levantadas durante a assembleia estavam a implementação de usinas fotovoltaicas e a destinação de recursos para o saneamento básico das cidades atingidas pelo rompimento da barragem.   

    O secretário executivo do CORIDOCE, José Roberto Guimarães junto com o prefeito, Juliano Duarte, entregou oficialmente a superintendente central do Seplag/MG, Thais Villas Boas, que representou o vice – governador do estado, o ofício que pede uma reunião com ele para discutir sobre a implementação de usinas de energia solar nos municípios que compõem a organização. 

    Juliano Duarte relembrou a importância dessa implementação nas cidades, devido ao alto gasto de energia elétrica em prédios públicos, além do fato de ser uma energia limpa e econômica. “Os municípios têm um gasto muito alto com a energia elétrica, em prédios públicos, escolas, postos de saúde. É uma forma de energia limpa e também de economicidade para os cofres públicos.”      

    Durante a assembleia, os promotores de justiça Leonardo Maia, Mariana Melo e Sheilla Fernandes explicaram sobre a suspensão dos processos judiciais de saneamento que tramitam contra as prefeituras. 

    De acordo com Mariana Melo, uma das razões para que isso aconteça é a justificativa dos governos municipais em relação ao uso dos recursos da repactuação para a implementação de saneamento básico, uma vez que isso é uma demanda que existe antes do desastre. “A implementação do saneamento é uma obrigação autônoma e pré-existente, prevista em lei na própria Constituição Federal, que já torna os municípios com essa obrigação muito antes da repactuação. Então, não podemos usar a justificativa da reestruturação, que é algo na verdade que tem que vir somar esforços para proteção do meio ambiente em razão desse desastre, para justificar uma procrastinação na implementação dessa obrigação.”, afirmou.

    Juliano Duarte junto com outros prefeitos manifestaram preocupação com a decisão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em relação aos recursos para obras de saneamento básico que já estão em andamento, e com isso podem ficar paradas, especialmente, para as cidades que não assinaram o acordo da repactuação. 

    Ao final da assembleia, houve entrega de homenagens para as autoridades de governos municipais presentes no evento e foi decidido que a próxima reunião acontecerá daqui há quatro meses na cidade de Alpercata.   

    Fotos: Mariana Amaral