O manto de Penélope e as decisões políticas

    Ulises era um guerreiro de Ìtaca, uma ilha na Grécia e casou com Penélope. Quando completavam apenas um ano de casados Ulisses foi convocado para lutar na guerra de Tróia onde chefiou um dos exércitos.

    Enquanto ele não voltava começavam aparecer pretendentes para um novo casamento para Penélope, alegando que ele já deveria estar morto. Penélope então disse que estava tecendo um manto, e quando acabasse iria escolher um novo marido. Porém de dia Penélope tecia o manto e de noite o desfazia… Assim nunca estava pronto, desapontando os pretendentes.

    Assim como o manto de Penélope são algumas ideias e ações alardeadas em cima de palanques, que de dia, a luz do público  são faladas, prometidas, e logo depois esquecidas, relegadas ao segundo plano.

    Muitos problemas nas cidades que tem solução já conhecida, se perpetuam, pois os memos que prometem resolver logo depois se enrolam nas palavras, desapontando aqueles que precisam de uma vida melhor.

    Um exemplo claro é a extensão da rede elétrica de Passagem, que sofre com a instabilidade de energia e falta de iluminação no trevo, onde se repetem acidentes. Quando é para parar obra da Prefeitura acusada de invadir metros aparecem todos até com polícia, porém quando invadem outras regiões nada é feito. Dois pesos duas medidas. Outro exemplo é o parque do Gogo, 25 anos esperando um fim. As peças da Igreja Santana do Morro chegaram em 2008, e até hoje estão guardadas pela prefeitura de Mariana. Que fim terão ?  

    Quando chegar a hora das eleições temos que saber  diferir em quem podemos acreditar e quem tece o manto de Penélope. O bom é que o tempo revela tudo e todos, como diziam os antigos romanos: a verdade é filha do tempo.