
Por: Jardel Dias Cavalcanti
Imagine-se o orgulho de Mariana de poder ter em sua terra um escultor da altura de Elias Layon, um escultor que enobrece Minas Gerais com sua grandiosidade artística, com sua rigorosa e imaginativa capacidade de reinventar e trazer o Barroco para os dias atuais.
Ao contrário de Michelangelo, que começou como escultor e terminou sua vida como pintor da Capela Sistina, Elias Layon nasceu para a pintura, com a qual poetizou com belas imagens a cidade de Mariana, envolvendo-a em delicada camada de neblina; em seguida, veio a descoberta da escultura, que como por um milagre já nasce de suas mãos como verdadeiras obras-primas.
Layon, como grande conhecedor de anatomia e da cultura do barroco, sabe dar às imagens uma expressão dramática, gestual e espiritual tal qual vivemos sobre a arte do Barroco.
Sua predileção por esculpir santos da igreja católica encontra aí não só a força da espiritualidade dessa tradição, mas o momento para exibir sua verve artística onde cria os gestos expressivos do êxtase de uma santa, a dor de um martírio (como o de São Sebastião) ou o silêncio de uma meditação no encontro com Deus.
Devemos exaltar Elias Layon por sua arte, por sua sensibilidade, por seu amor por esta cidade, que nos seus pincéis encontrou sua existência transmutada em obra de arte e na madeira esculpe a força da espiritualidade mineira. Devemos exaltá-lo por trazer de volta a grandiosidade que a arte de outrora encontrou em Ataíde e Aleijadinho, nos dando agora aquilo que no passado criou a beleza das cidades mineiras.
(Texto de: Jardel Dias Cavalcanti
Dr. em História da Arte
Professor de História da Arte da Universidade Estadual de Londrina)
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