Veja programação :

O Baú Recontando celebra, neste mês de março, sete anos de atuação dedicados à arte-educação, à valorização da cultura popular e à preservação da tradição oral na região dos Inconfidentes. Criado pela artista e educadora Ingrid Ribeiro em 2019, o projeto tem sede no bairro Santo Antônio, Mariana, MG, Brasil, território conhecido como Prainha, e nasceu com a missão de fortalecer o acesso à cultura e às histórias nas comunidades da região.

Para marcar a data, o grupo realiza uma programação especial entre os dias 16 e 22 de março, dentro do III Festival Um Barquinho a Navegar tem Histórias pra Contar, reunindo apresentações artísticas, contação de histórias, encontros culturais, dança e lançamento literário.
Desde sua criação, o Baú Recontando desenvolve ações que aproximam crianças, jovens e famílias do universo da narrativa, da música, da dança e das expressões culturais brasileiras. Escolas, espaços culturais e comunidades têm recebido as atividades do projeto, que se consolidou como uma referência regional em iniciativas de arte e educação cultural e artística.
A programação comemorativa acontece em parceria com importantes espaços culturais da cidade, como a Casa de Cultura de Mariana, Escola de Bailados e chega até ao Museu da Inconfidência em Ouro Preto, ampliando o diálogo entre patrimônio histórico e produção cultural contemporânea.
Entre os destaques da celebração está o Sarau dos Amigos, momento de encontro entre artistas, educadores e público, além da apresentação do espetáculo “Vive a Calunga e o Maracatu ”, um reconto inspirado na obra da escritora Mari Bigio. A encenação valoriza elementos da cultura afro-brasileira e será finalizada com a demonstração da dança do Maracatu Nação Estrela Brilhante de Igarassu, reforçando o compromisso do Baú com a valorização das tradições populares.
A programação também contará com a presença do escritor carioca Bruno Black, que participa do festival realizando o lançamento de seu segundo livro, “#Tarja Preta”, trazendo para o público reflexões potentes através da literatura contemporânea.
Outro convidado especial é o professor Africano Corneille Ndjeumou, cuja participação amplia o diálogo intercultural do evento, aproximando diferentes territórios, saberes e tradições. Sua presença fortalece a dimensão internacional do encontro e contribui para reflexões sobre cultura, ancestralidade e educação.
O festival também contará com a participação do Grupo de Dança Quilombola Nicolinas, que levará ao palco expressões da cultura e da identidade quilombola por meio da dança. Outro momento marcante da programação será a primeira apresentação do Grupo de Estudos Percussivos Afro-Indígena Folia do Boi das Flores, iniciativa coordenada por Tiago Valentim, que propõe um mergulho nas sonoridades e nas tradições rítmicas afro-indígenas.
Mais do que comemorar uma trajetória, o aniversário do Baú Recontando reafirma o poder das histórias como instrumento de educação, memória e transformação social. Ao longo desses sete anos, o projeto tem mostrado que contar histórias é também construir pontes entre gerações, territórios e saberes.
Com o festival, o Baú Recontando celebra o passado, fortalece o presente e segue navegando rumo a novas histórias a serem vividas e compartilhadas.