Programa em Mariana promove reeducação de homens autores de violência doméstica

    Por Mariana Amaral

    Na última segunda-feira (16), durante a 7ª Reunião Ordinária da Câmara de Mariana, foi apresentado o projeto “Justiça Restaurativa: restaurando linguagens afetivas com autores de violência doméstica”. A iniciativa tem como objetivo combater a violência de gênero por meio da reeducação de homens autores desse tipo de crime, apenados pela Lei Maria da Penha.

    O projeto é uma parceria entre a Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil em Mariana (ALACIB-Mariana) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

    A ação acontece no município há cerca de sete meses, com atividades realizadas na Casa de Cultura/Academia Marianense de Letras e na Comarca de Mariana. A equipe de coordenação é formada pela artista, professora e arteterapeuta Andreia Donadon Leal; pelo poeta e professor emérito da UFOP, José Benedito Donadon Leal; pela psicóloga e advogada Ludmilla Camilloto; pelo advogado Saulo Camêllo; e pelo historiador e artista visual Lucas Machado.

    Até o momento, o projeto já formou uma turma com 12 participantes, enquanto a turma atual conta com 16 inscritos. De acordo com Andreia Donadon, são realizados encontros quinzenais com os participantes, nos quais são desenvolvidas oficinas de escrita terapêutica, cerâmica fria e grupos reflexivos.

    A arteterapeuta ainda explicou que esses grupos reflexivos têm o papel de trabalhar a escuta ativa e a autorresponsabilização desses autores de violência doméstica. “Montamos uma equipe multidisciplinar com advogados, terapeuta, arte terapeuta, e professor de produção textual para que realizasse encontros quinzenais no Fórum de Mariana, com círculos da paz, encontros recreativos para uma escuta ativa e autorresponsabilização dos autores de violência doméstica. Na outra semana ministramos oficinas de cerâmica fria na Casa de Cultura e de escrita terapia também.”   

    Durante a reunião ordinária, a equipe do projeto também exibiu um vídeo com o depoimento de um dos participantes, que relatou o impacto do programa em sua vida. “Uma coisa que me chamou muito a atenção foi a roda de conversa sobre quem são essas mulheres. Mas eu refleti: quem são esses homens? Somos nós. Podemos começar com algo simples e chegar a uma situação pior”, afirmou.

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