
Moradores de Mariana têm enfrentado dificuldades para circular pelas calçadas em diversos pontos da cidade. O problema, cada vez mais recorrente, está relacionado à ocupação irregular dos passeios com plantas ornamentais, jardineiras e outros obstáculos que acabam impedindo a passagem segura de pedestres.
Em alguns trechos, o espaço destinado à circulação foi praticamente tomado por vasos, cercas vivas e canteiros improvisados, obrigando pessoas a desviarem para a rua. A situação representa risco, especialmente para idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida, que ficam mais vulneráveis ao trânsito de veículos.
De acordo com especialistas em mobilidade urbana, a calçada é um espaço público e deve permanecer livre para o trânsito de pedestres. A ocupação indevida, mesmo quando feita com a intenção de embelezar o imóvel, pode configurar irregularidade e comprometer a segurança coletiva.


“O passeio é destinado prioritariamente ao pedestre. Quando há qualquer tipo de obstrução, ainda que parcial, o direito de ir e vir das pessoas é afetado”, explica um técnico da área de urbanismo.
Além do risco de acidentes, a prática pode infringir normas municipais. Em muitas cidades brasileiras, inclusive Mariana, a legislação estabelece que a responsabilidade pela manutenção da calçada é do proprietário do imóvel, mas sem comprometer a livre circulação.
Moradores ouvidos pela reportagem relatam situações frequentes em que é preciso descer para o asfalto para continuar o trajeto. “Tem rua que não dá para passar. Ou você pisa na planta ou vai para a rua, dividindo espaço com carro”, afirma uma pedestre.
A Prefeitura orienta que a população evite qualquer intervenção que reduza a largura útil das calçadas e reforça que denúncias podem ser feitas junto aos órgãos de fiscalização urbana.
O tema reacende o debate sobre acessibilidade e uso consciente do espaço público em Mariana, destacando a importância de equilibrar estética e funcionalidade sem comprometer a segurança de quem circula pela cidade.
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