
Curta-metragem produzido como Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo por estudante da UFOP acompanha o grupo de dança Nicolinas e as relações de pertencimento construídas pela tradição nas comunidades quilombolas de Embaúbas, Crasto, Engenho Queimado e, principalmente, Vila Santa Efigênia
Com o lançamento marcado para o dia 3 de julho de 2026, sexta-feira, às 19h, no auditório do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da UFOP em Mariana, MG, o documentário “O afeto é ancestral” foi dirigido por Jade Iasmin. Resultado de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o filme apresenta um mergulho nas histórias, memórias e relações construídas pelo grupo de dança Nicolinas nas comunidades quilombolas próximas à Furquim, distrito da cidade de Mariana, MG, especialmente na Vila Santa Efigênia.
O curta acompanha o grupo de dança Nicolinas e busca transmitir através das imagens os saberes e afetos compartilhados por aqueles que mantêm viva a tradição da dança. Criado em 2017, como uma expressão de memória, pertencimento e continuidade dos conhecimentos e das tradições quilombolas, as histórias e experiências dos integrantes são os protagonistas do documentário que percorre as comunidades quilombolas de Embaúbas, Crasto, Engenho Queimado e, principalmente, Vila Santa Efigênia.
A narrativa também é atravessada pelo encontro entre a diretora e o grupo, relação construída ao longo do processo de realização do filme, em uma aproximação marcada pela escuta, pela troca e pelo reconhecimento das memórias compartilhadas pelo grupo e que dão sentido à tradição do Nicolinas. “O afeto é ancestral” nasce do interesse em olhar para as relações humanas e comunitárias como formas de continuidade e resistência, valorizando os saberes locais e as narrativas daqueles que constroem diariamente essa tradição.
Sobre o Nicolinas
Em homenagem à parteira do quilombo Vila Santa Efigênia, Nicola de Paula Brum, também conhecida como Sá Nicola, o grupo de dança Nicolinas foi criado em 2017 como iniciativa de Valéria Almeida (em memória) com o intuito de reunir em grupo a tradição e o amor pela dança, transformando o que é acessível em símbolo cultural quilombola. As primeiras roupas do grupo eram de chitão, tecido simples e colorido, tradicionalmente usado por gerações da comunidade. Ao longo dos anos, o grupo foi crescendo, tendo hoje a presença de ensaios mensais que contam com oficinas de instrumentos musicais, oficina de dança e apresentações em diversos eventos.
Sobre a diretora
Jade Iasmin, nascida no interior de São Paulo, é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com atuação nas áreas de audiovisual, fotografia, produção documental, assessoria de comunicação e pesquisa. Atualmente, realiza o mestrado em comunicação no PPGCOM da UFOP. Sua trajetória é marcada por trabalhos voltados para narrativas que valorizam memórias, culturas e histórias em comunidades, utilizando o audiovisual como ferramenta de escuta, registro e construção de diálogos e afetos. “O afeto é ancestral” é seu Trabalho de Conclusão de Curso e marca sua experiência como diretora de um documentário dedicado às relações entre ancestralidade, território e afeto.
Serviço
Lançamento do documentário “O afeto é ancestral” Data: 3 de julho de 2026 (sexta-feira) Horário: 19h Direção: Jade Iasmin Produção: Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo – Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
Fonte : Direção e produção do Curta Metragem “O afeto é ancestral”