
Organizado pelos estudantes do Centro Acadêmico Livre de Medicina Márcio Galvão (CALMED-MG), da Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o II Simpósio Didático-Científico foi realizado nos dias 10 e 11 de julho de 2026, no Campus Morro do Cruzeiro.
O evento reuniu estudantes, professores, gestores, trabalhadores da saúde e representantes do controle social para discutir os desafios, as perspectivas e os avanços da inserção dos estudantes de Medicina nos cenários de prática da Região dos Inconfidentes.

A mesa de abertura teve como tema “Desafios, Perspectivas e Avanços da Inserção do Estudante de Medicina nos Cenários de Prática da Região dos Inconfidentes”, promovendo um importante diálogo sobre a integração entre universidade, serviços de saúde e comunidade e seus impactos na formação médica e na qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS). Participaram da discussão representantes da Escola de Medicina da UFOP, da Secretaria Municipal de Saúde de Mariana, da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Ouro Preto, dos Conselhos Municipais de Saúde de Mariana e Ouro Preto e do próprio Centro Acadêmico.
Representando o Conselho Municipal de Saúde de Mariana, Aída Anacleto destacou a importância do controle social no acompanhamento da formação dos futuros profissionais de saúde e ressaltou que a presença dos estudantes nos serviços de saúde desde os primeiros períodos do curso fortalece o SUS, aproxima os futuros médicos da realidade dos territórios e contribui para um atendimento cada vez mais humanizado. Também enfatizou que a parceria entre a universidade, os serviços de saúde e a comunidade é essencial para formar profissionais comprometidos com as necessidades da população.
Além da mesa de debates, o simpósio contou com discussões de casos clínicos e uma palestra sobre o uso da Inteligência Artificial na pesquisa médica, demonstrando o compromisso da Escola de Medicina com a inovação e a produção científica. A produção científica desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Mariana teve grande destaque durante o evento. O trabalho “Viver Bem para Viver Mais: Promoção do Envelhecimento Saudável de Mulheres Acima de 40 anos em Mariana-MG – Um Relato de Experiência”, orientado pela professora Adriana Maria de Figueiredo, conquistou o prêmio de Melhor Trabalho na Categoria Pôster, evidenciando a qualidade das ações desenvolvidas no município.

Também foram apresentados o “Projeto Celebrar: Um Novo Olhar para o Cuidado com a População Idosa”, voltado ao fortalecimento da atenção à pessoa idosa; o trabalho “Diálogo em Rede: Matriciamento no Cuidado em Saúde Mental Infantojuvenil em Mariana (MG)”, que demonstra a importância da integração entre a Atenção Primária e o CAPS Infantojuvenil na construção de um cuidado mais qualificado para crianças e adolescentes; e o projeto “Educação em Saúde frente à Ineficiência do Controle Tradicional da Dengue: Urbanização Desordenada no Bairro Rosário, Mariana (MG)”, que apresenta estratégias de educação em saúde e mobilização comunitária para o enfrentamento da dengue a partir da realidade vivenciada no território. Todos os projetos foram planejados com base nas demandas identificadas pelas unidades de saúde e pela população, reforçando a integração entre ensino, pesquisa, extensão e assistência.
Um dos momentos mais emocionantes do simpósio foi a homenagem prestada pelos estudantes à professora Adriana Maria de Figueiredo, reconhecida por sua dedicação, competência e compromisso com a formação médica. Muito aplaudida, a docente recebeu o carinho dos alunos em reconhecimento ao trabalho desenvolvido na Escola de Medicina da UFOP e à sua importante contribuição para a construção de uma formação humanizada, crítica e comprometida com os princípios do SUS. O II Simpósio Didático-Científico reafirmou o protagonismo estudantil na promoção do conhecimento científico e fortaleceu o diálogo entre universidade, gestão pública, trabalhadores da saúde, controle social e comunidade. As experiências apresentadas demonstraram que a inserção dos estudantes nos serviços de saúde da Região dos Inconfidentes produz benefícios para a formação acadêmica, qualifica o atendimento à população e contribui para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde.