Olímpio Pimenta e seu legado para a Tipografia Dom Viçoso e para a história da Música em Mariana

    Para receber notícias em nosso grupo de whatsapp clique aqui

    Por Eduardo Campos. Arte e revisão: Leandro Henrique dos Santos

    Olímpio Marques Pimenta, sobrinho e afilhado de Dom Silvério Gomes  Pimenta, foi um importante tipógrafo e memorialista, intimamente ligado a história cultural e religiosa de Mariana, do final do Século de XIX e início do Século XX.

    Atuou como primeiro diretor da Tipografia Dom Viçoso, exercendo um papel crucial no desenvolvimento da imprensa mineira e da publicação de impressos católicos e culturais da região, como o tradicional Folhinha de Mariana.

    A principal contribuição de Olímpio Marques Pimenta (frequentemente grafado como Olympio Pimenta), para a literatura da música marianense, foi a sua atuação pioneira como cronista, pesquisador e memorialista da história musical de Mariana no início do século XX.

    Em 1911, Olímpio Marques Pimenta escreveu e publicou um artigo biográfico de imenso valor histórico intitulado “Recordação do Passado 1794 a 1832: O Maestro Padre João de Deus”. Esse documento, tornou – se um dos raros e mais fundamentais sobre esse grande expoente da música sacra do período colonial e imperial brasileiro, servindo de base para que musicólogos modernos redescobrissem e catalogassem a vida e a obra do célebre compositor colonial João de Deus de Castro lobo.

    Em seus escritos literários e jornalísticos, Olímpio Marques Pimenta, documentou o estado de conservação, o desaparecimento e as dinâmicas de transmissão dos manuscritos musicais na arquidiocese.

    Seus relatos e literários e investigativos, foram embrionários e ajudaram a fundamentar as pesquisas que décadas mais tarde, culminaram na organização e catalogação de acervos históricos locais, hoje preservados em instituições como o Museu da Música de Mariana.

    Sendo assim nestes 330 anos de Mariana, nada mais justo do que lembrar desta personalidade, que muito contribuiu para a preservação da cultura marianense em tempos que a cidade não tinha muitos recursos econômicos e dependia do espírito de cidadãos como Olímpio Marques Pimenta para preservar a história.