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Por Natália Xavier. Revisão Leandro H. Santos. Fotos: Natália Xavier.
1.285 crianças e jovens mais 660 idosos são alcançados pelas iniciativas nas áreas de esporte, educação, qualificação profissional, saúde e cultura em Ouro Preto, Mariana e região.
A Fundação Aleijadinho completou 30 anos de atuação em 2026. Fundada em 21 de março de 1996, a instituição nasceu com o propósito de desenvolver ações socioeducativas junto às comunidades mais carentes de Ouro Preto e região. Ao longo das décadas, ampliou os projetos e passou a atender crianças, jovens, adultos e idosos.
Atualmente, 1.015 alunos participam das atividades em Ouro Preto e seus distritos. Em Mariana, a Fundação mantém três núcleos de judô, na Arena Mariana, em Passagem de Mariana e no bairro Cabanas. Somando os projetos, mais de 1.285 crianças e jovens são alcançados pelas iniciativas.

O judô é uma das principais atividades desenvolvidas pela Fundação e atende crianças e adolescentes de 4 a 17 anos. Para Márcio, a modalidade contribui para a formação pessoal dos participantes.
“O nosso objetivo aqui não é formar campeões. Nosso objetivo é formar cidadãos”, destaca. Segundo ele, famílias relatam mudanças positivas no comportamento dos filhos e melhora no rendimento escolar.
A instituição também oferece o Curso Técnico de Cuidados de Idosos, com 1.200 horas de formação, sendo 200 horas de estágio na Santa Casa e no Lar São Vicente de Paula. Atualmente, a terceira turma reúne 14 alunos e a quarta, vinculada ao programa Trilhas de Futuro, conta com 20 estudantes.

A terceira idade também ocupa espaço importante nas ações da Fundação. O projeto Viver em Movimento atende 240 pessoas com 60 anos ou mais, oferecendo atividades como música, teatro, ginástica, costura criativa e letramento digital.
Outra iniciativa é o Pilates 60+, realizado em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Saúde de Ouro Preto, com equipamentos adquiridos por meio de emendas impositivas dos vereadores. O projeto oferece 420 vagas distribuídas entre Ouro Preto, São Cristóvão, Cachoeira do Campo, Santa Rita e Antônio Pereira.
Para o presidente, levar os projetos para os distritos é uma forma de ampliar o acesso da população às atividades. “Levar para o distrito, onde eles não têm tanta facilidade assim de estar convivendo com o setor esportivo e com o atendimento das demandas que eles têm, esse foi o grande desafio nosso”, explica.
A expansão também marcou uma nova fase da Fundação após a pandemia de Covid-19. Márcio, que assumiu a gestão em 2020, conta que as atividades ficaram praticamente paralisadas por cerca de dois anos. A partir de 2022, a instituição reorganizou os projetos e ampliou o atendimento.
Carregar o nome de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, é apontado por Márcio como uma responsabilidade para a instituição. “É um artista de renome mundial, internacional. Então, quando foi criado esse nome Antônio Francisco de Lisboa, o Aleijadinho, isso é para nós uma importância muito grande e uma responsabilidade muito grande”, afirma.
Ao completar três décadas, a Fundação Aleijadinho mantém projetos que unem esporte, educação, qualificação profissional, cultura e saúde. A instituição busca ampliar o alcance das ações e continuar criando oportunidades para diferentes gerações em Ouro Preto, Mariana e região.