A exposição fica no Terminal Turístico de Mariana até o dia 26 de setembro de 2026, e conta a trajetória da Academia Infantojuvenil de Letras, marcada pela valorização da cultura, da educação, da memória e pela participação de crianças e adolescentes na construção da vida cultural de Mariana.
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Por Natália Xavier e Leandro H Santos. Fotos Natália Xavier.
Duas décadas de arte e cultura: A Academia Marianense Infantojuvenil de Letras Ciências e Artes ( AMILCA) comemora 21 anos com a exposição Memórias Reveladas. A professora Dona Hebe Rolla permanece na coordenação da instituição desde sua fundação, que busca ampliar o conhecimento dos participantes e fortalecer o sentimento de pertencimento.
A exposição está no Terminal Turístico de Mariana até o dia 26 de setembro, e tem a curadoria de Ailton Fernandes e Ana Cláudia Rôla Santos. A abertura contou com a presença da ilustre da Professora Dona Hebe Rôla, Presidente Emérita e fundadora da Academia Marianense de Letras, e Presidente do Instituto Floresça Mariana e Idealizadora, Fundadora e Coordenadora da AMILCA. Ao longo de sua trajetória, Dona Hebe Rolla sempre defendeu que todo brasileiro deve ser alfabetizado e responsável pela preservação do ambiente em que vive. A exposição é uma oportunidade de conhecer e celebrar parte dessa trajetória, marcada pela valorização da cultura, da educação, da memória e pela participação de crianças e adolescentes na construção da vida cultural de Mariana.
Na década de 1970 Dona Hebe começou a perceber as dificuldades para a preservação e promoção do patrimônio natural, material e imaterial. A partir das palestras e oficinas de Língua Portuguesa e suas Literaturas para as quais era convidada, passou a trabalhar também a importância da preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental em Mariana, realizando um trabalho pioneiro de educação patrimonial.
Na década de 1980, Dona Hebe criou o “Abraço ao Ribeirão do Carmo”, desenvolvido junto às escolas. A iniciativa recebeu o título “Floresça Mariana: uma flor em cada janela, um livro em cada mão” e tinha como lema “Preservar Progredindo”. Em 2000 Dona Hebe criou o programa de extenção na UFOP “Nossos Causos”, que levava os estudantes do ICHS contar histórias nas escolas de Mariana. Dona Hebe percebeu melhor desempenho na produção de textos nos alunos que participavam dos encontros.
Em 2004, Dona Hebe criou a Academia Marianense Infantojuvenil de Letras, Ciências e Artes, considerada a primeira do Brasil voltada para esse público.
Após 21 anos de atividade ininterrupta, Dona Hebe permanece na coordenação da instituição, que busca ampliar o conhecimento dos participantes e fortalecer o sentimento de pertencimento. Para ela, esse vínculo também contribui para que os jovens se tornem cada vez mais dedicados à preservação da história, da cultura e do patrimônio de Mariana.


