
Medida é criticada pelos produtores de arroz que acusam Governo Lula de provocar uma corrida aos supermercados desnecessária. ” Não há motivo para se falar em desabastecimento” afirma Alexandre Velho, presidente da Fedearroz, Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul.
O Presidente do Brasil Sr. Luis Inácio da Silva, “Lula”, assinou a Medida Provisória 1224/2024, que autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a comprar arroz beneficiado importado. A iniciativa faz parte do conjunto de medidas do governo federal para enfrentamento das consequências sociais e econômicas decorrentes do desastre climático no Estado do Rio Grande do Sul.
Os estoques adquiridos pela Conab serão destinados à venda direta para mercados de vizinhança, supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos comerciais com ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas. Esses estabelecimentos comerciais deverão vender o arroz exclusivamente para o consumidor final.
Já a Medida Provisória 1225/2024 destina R$ 6,7 bilhões dos orçamentos dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a compra do arroz importado. Ao todo o governo federal liberou R$ 7,2 bilhões para a compra de até 1 milhão de toneladas de arroz estrangeiro.
Caso Haiti: após a passagem do furacão Katrina o Haiti ficou devastado, muitas cidades com grande porcentagem de destruição e muitos mortos, entre eles brasileiros que lá estavam como a irmã Doroth.
Prontamente muitos países começaram a enviar ajuda, a tal ponto que causou uma segunda tragédia: desequilibrou a economia local ! Ninguém mais queira comprar nada, nem precisava, e grande parte da população nem precisava trabalhar, recebia ajuda do governo.
O que se seguiu no Haiti foi a confirmação de um ditado popular ” quem muito ajuda atrapalha”. Várias empresas fecharam as portas por falta de mão de obra, várias fazendas deixaram de produzir pois não tinham pra quem vender, o excesso de oferta de produtos subsidiados impactou as vendas. Em pouco tempo aqueles que importavam ou exportavam produtos deixaram de fazê-lo. Com menos emprego, menos matéria prima, o Haiti virou uma imensa bolha dependente de ajuda humanitária e de programas do governo que com adoção de cada vez mais políticas assistencialistas e intervenção foi quebrando as empresas.
Essa é a receita do fracasso. Que pode ser repetida no Rio Grande do Sul.
Em nota técnica de análise divulgada agora em maio, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP) não vê sentido na intenção do governo de “importar e disponibilizar a atacadistas e varejistas em regiões deficitárias”. “Não parece haver lógica nesse processo, que pode acabar atrapalhando a dinâmica das transações privadas”, pontua o Cepea.
Setor do arroz divulgou “nota à sociedade brasileira” onde critica a dificuldade adicional criada pelo governo Lula em intervir na oferta de arroz, e levou entidades representativas da produção e da indústria do Rio Grande do Sul se manifestarem contra.
“Ao anunciar uma importação que pode chegar a um milhão de toneladas, o governo provocou na sociedade uma corrida aos supermercado se imaginando que pode faltar arroz. Não há motivo algum para falar em desabastecimento”, assegura Alexandre Velho, presidente da Fedearroz, Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul. Ele afirma que o dinheiro seria mais bem aplicado se fosse na recuperação da infra-estrutura como pontes e estradas.
O Ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira disse em 16 de maio de 2024 que objetivo do governo com a importação de um milhão de toneladas de arroz é garantir que não falte e manter o preço em torno de R$ 4,00 o kilo, com saco de 5 quilos a R$ 20,00,assim evitando a especulação.
O exemplo do Haiti está ai, logo ali.
O governo federal decidiu suspender o leilão para a compra de cerca de cem mil toneladas de arroz do Mercosul, que aconteceria nesta terça-feira (dia 21 de maio), por conta de aumentos de preços praticados pelos países integrantes do bloco. O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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