Ângelo Oswaldo lança livro sobre barroco com especial atenção a contribuição africana

    Ângelo Oswaldo Prefeito de Ouro Preto lançou sua obra : Geraes: Arte Barroca em Minas (Relicário, 2025) na livraria Outras Palavras, rua Getúlio Vargas 239, no Rosário em Ouro Preto no dia primeiro de setembro de 2025. Uma noite chuvosa que emoldurou ainda mais a beleza das ruas do centro histórico de Ouro Preto. Porém nem a chuva segurou mais de uma centena de pessoas que prestigiaram o lançamento, em clima de muita alegria, e ouviram Ângelo Oswaldo falar sobre a construção de sua obra, fruto de pesquisas de mais de 40 anos.
    Uma grande fila se formou para o autor dar autógrafos. Com paciência e carinho o autor Angelo Oswaldo escrevia uma dedicatória para todos. Agrademos a especial atenção durante o evento e as palavras gentis na dedicatória ao exemplar adquirido para a biblioteca do Jornal O Espeto.
    No seu discurso Ângelo Oswaldo se definiu como um jornalista, não como um acadêmico, preferindo a leveza da fluidez da comunicação direta para o público do que a rigidez metódica de um estudo acadêmico. Na verdade Ângelo sempre foi um comunicados nato, e amante da arte barroco que tem seu apogeu nas cidades históricas de Minas revelando toda sua pujança em Ouro Preto e Mariana, por isso Ângelo é considerado um dos maiores conhecedores do barroco em Minas Gerais.
    A obra : Entre inéditos e esparsos – na maior parte publicados a propósito de inaugurações de exposições ou museus em que tomou parte –, Geraes: Arte Barroca em Minas reúne 17 estudos, com vasta iconografia, organizados em duas partes: Arte barroca brasileira e As bulas e as fábulas: preservação e inspiração.
    Observando traços de religiosidade popular, influências estéticas no contexto da arte sacra, e a originalidade dos artistas nacionais, a obra mapeia o processo de formação cultural da sociedade colonial, analisa o peso da obra de Aleijadinho e sublinha os atravessamentos da matriz cristã europeia, dedicando especial atenção à contribuição da cultura africana. Entre os textos sobre a recepção do barroco no século XX, o autor recupera a aventura política da preservação e projeta a força da arte através do tempo, guiando o leitor do calor dos debates modernistas ao desafio de repertórios contemporâneos. Arte visual por excelência, o livro retrata o barroco com iconografia cuidadosamente selecionada e acrescenta a inspiradora reflexão do escritor e crítico de arte Silviano Santiago, que assina a apresentação.

    SOBRE O AUTOR
    Angelo Oswaldo de Araújo Santos (Belo Horizonte, 7 de dezembro de 1947) é jornalista, curador, gestor público e político brasileiro. Formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com especialização no Instituto Francês de Imprensa, em Paris, atuou como crítico literário, editor e colaborador de periódicos como Estado de Minas, Jornal do Brasil e Le Monde. Foi editor do Suplemento Literário de Minas Gerais e consultor das Edições Gallimard (Paris).

    Como curador e ensaísta, Angelo Oswaldo organizou exposições e catálogos nacionais e internacionais que projetaram o barroco brasileiro, como Três Séculos de Arte Brasileira/Coleção Beatriz e Mário Pimenta Camargo (Palazzo Reale, Milão, 2004), Sant’Ana na Coleção Ângela Gutierrez (Pinacoteca de São Paulo, 2003), Oratórios Brasileiros (Turim, 2001) e Brasil Barroco: Entre o Céu e a Terra (Petit Palais, Paris, 1999-2000). Sua produção literária abrange obras como Na Casa de Alphonsus (2018), Igrejas de Minas (1998) e Ouro Preto – Tempo sobre Tempo (1985), além de inúmeras participações em antologias, publicações de artigos em periódicos e colaborações acadêmicas. Membro da Academia Mineira de Letras, recebeu condecorações da França (Legião de Honra), Portugal (Ordem do Infante Dom Henrique) e Espanha (Ordem de Isabel, a Católica), reconhecendo sua contribuição à cultura.

    Sua carreira política inclui múltiplos mandatos como prefeito de Ouro Preto (1993-1996, 2005-2008, 2009-2012, 2021-2024 e reeleito para 2025-2028), além dos cargos executivos sempre dedicados à interseção entre arte, política e memória, como os de secretário de Cultura de Minas Gerais, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ministro da Cultura (como interino na gestão Celso Furtado) e presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), onde consolidou sua atuação em defesa do patrimônio histórico.

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