Gerson Barros, Josué, Anderson, e amigos realizam uma pesquisa sobre a presença do judaísmo na região de Mariana, Ouro Preto, Piranga sobre a presença da herança cultural judaica, por exemplo um fato intrigante é a identificação em Piranga de uma imagem onde se lê letras em hebraico.
Segundo Gerson Barros a expressão “gaveteiros” para quem é de Mariana tem relação com a identidade judaica, pois ao chegar em casa visitas eles escondiam alimentos considerados de judeus na gaveta ! Eles substituíam esses alimentos por carne de porco por exemplo, que os judeus não comem, e assim afastariam a suspeita que a família era de judeus, na época perseguidos pela inquisição.
Há outra versão que fala que o povo de Mariana escondia ouro na gaveta, e ainda outra versão, na qual o prato de comida é escondido na gaveta para não dividir com as visitas.
Ele ressalta as pessoas que foram presas devido a acusação de serem judeus em Mariana e Ouro Preto.
Abaixo consta a relação de cristãos-novos de Minas Gerais que foram julgados pela Inquisição de Minas Gerais (estes processos foram analisados pela historiadora Neuza Fernandes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro conforme o livro de sua autoria denominado “A Inquisição em Minas Gerais no século XVIII”.
Processos de Inquisição em Lisboa acusados de crime de judaísmo entre 1712 e 1763 em Mariana e Ouro Preto.
1. Agostinho José de Azevedo nº 8.670
2. Antônio de Sá Tinoco nº 2.490
3. David Mendes da Silva nº 2.134
4. Diogo Lopes Simões nº 8.209
5. Domingo Nunes nº 1.779
6. João de Moraes Montezinhos nº 11.769
7. João Luiz de Mesquita nº 8.018
8. José Nunes nº 430
9. Luiz Vaz de Oliveira nº 9.469
10. Luzia Pinto nº 252
11. Manuel Gomes de Carvalho nº 7.760
12. Martinho da Cunha nº 8.109
13. Miguel Nunes Sanches nº 8.112
14. David de Miranda nº 7.489