Clube de Leitura da UFOP/ICHS  faz mais uma sessão no Museu Alphonsus de Guimaraens

    Por Mariana Amaral 

    Nesta segunda – feira, dia 11 de novembro de 2025, o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens recebeu a última sessão, deste ano, do Clube de Leitura Twala Kumoxi, realizado em parceira com o projeto de extensão Áfricas em trânsito (UFOP/ICHS–LALIN).

    O projeto promove debates sobre literatura, músicas e cinema produzidos por artistas africanos. 

    Nesta edição, o livro discutido foi Chá do Príncipe, obra da escritora Olinda Beja, poeta e prosadora natural de São Tomé e Príncipe. A autora reúne, em 22 contos, vivências de pessoas que moram ou estiveram nas ilhas, explorando expressões e modos de vida típicos que transportam o leitor para o universo cultural são-tomense. 

    Para a discussão sobre o livro estiveram presentes duas estudantes são – tomenses da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Adelaide Tavares Leal, graduanda em Administração e Aurea Tavares Martins, graduanda em Nutrição.    

    Durante a leitura dos contos e o diálogo com as convidadas, o público pôde conhecer mais sobre a cultura e a sociedade de São Tomé e Príncipe, país localizado no litoral oeste do continente africano. Além das diferenças culturais entre o Brasil e as ilhas, Adelaide e Aurea também destacaram as particularidades existentes entre as próprias ilhas do arquipélago.

    O uso de algumas expressões locais, como leve, leve só…é e soya, apresentadas pela autora, também foi um destaque para a discussão. De acordo com Adelaide e Aurea, a primeira é utilizada quando alguém nos pergunta como estamos levando a vida, e significa “estou indo/estou levando”, e a segunda pode ser entendida como história ou sonho. Ao final do encontro Adelaide destacou: “Foi muito satisfatório! As pessoas aqui parecem que tem mais uma aproximação pela cultura africana, tem coisas que eles entendem de primeira.” 

    O evento marcou o início das atividades do Museu Casa Alphonsus de Guimaraens em comemoração ao Mês da Consciência Negra. A programação continua na sexta-feira, 14 de novembro, com o encontro ‘Chás – Saberes Ancestrais e Práticas Curativas Tradicionais’, que contará com o plantio de mudas conduzido por Geraldo Sérgio, jardineiro do museu, e um bate-papo com Cíntia Luana, artista e pesquisadora das relações afetivas e ancestrais com os chás. 

    Fotos: Mariana Amaral