Não fazer já é uma escolha

Editorial Jornal O Espeto : edição 888
“Cada povo tem o governo que merece”, é uma frase que você leitor já deve ter ouvido muitas vezes durante os bons ou maus momentos. Assim é também com nossa história, podemos dizer que: “cada povo tem a história que merece” !
A identidade cultural, as raízes de onde surgiram as cidades revelam a formação da identidade cultural de um povo: somos um produto cultural de escolhas do passado, que pode ser provado, como a língua que você fala, sua alimentação, músicas, hábitos, religião, etc.
Os monumentos e museus contam parte dessa história. Quando negamos a atual geração acesso aos monumentos históricos ou o reconhecimento desses monumentos é como fazer um apagamento da história, um ato violento contra a identidade cultural de um povo !
Não podemos permitir que o patrimônio histórico e arqueológico, que são os registros do passado, sejam destruídos pelo descaso e interesses, como o Parque do Gogo, a Igreja e cemitério dos ingleses, e outros. Ainda bem que existe proteção legal e órgãos especializados para zelar pelo patrimônio como o IPHAN e o Ministério Público, porém a maior guardiã é a comunidade que é representada através de seus representantes eleitos.

Chega um momento que temos que fazer uma escolha: ou o passado terá futuro e fará parte da narrativa cultural ou vamos assistir sua destruição e ficaremos apenas com as histórias nos livros. Porém as futuras e a atual geração irão julgar nossas ações. Lembramos que não se pode servir a dois senhores: ou serve ao povo ou serve a interesses mesquinhos, e as ações mostram de que lado nossos políticos estão.
Assistir o descaso com os monumentos históricos, muitos já tombados, como as mesas de pedra do Jardim dos Ingleses, como o parque do Gogo, como o Coreto em Passagem ser engolidos pelo tempo é como ver a história ser destruída diariamente.
Fazer é uma escolha, não fazer também.
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