No começo em meados de 1696 a assistência a saúde era individual, com as pessoas procurando as benzedeiras, e ervas, época dos “F” : folha e fé. Muitos diziam que preferiam a medicina dos índios do que a dos físicos portugueses que não sabiam tratar as novas doenças tropicais. Físicos eram o nome que se dava aos médicos. Por grande tempo eram a sangria uma forma geral de dar assistência aos enfermos, feita pelos barbeiros.
O primeiro hospital de Mariana foi no Morro Santana, parque do Gogo, onde vivia grande parte da população de Mariana, devido a mineração de ouro, com início em 1700 até meados de 1800, uma construção grande, onde hoje podemos ver as ruínas destacando entre a paisagem, sendo uma construção de dois andares. Foi a primeira a aplicar remédios para os doentes da mineração, como podemos ver os frascos no museu Minas do Gogo no bairro Morro Santana.

O segundo Hospital de Mariana foi iniciativa das irmãs de caridade vicentinas na rua Santana, hoje também em ruínas. Esse hospital refletiu já o aumento da população e sua mudança para o centro de Mariana, entre 1800 a 1850 devido ao declínio do ouro. As irmãs vicentinas acolhiam as crianças e doentes, e também os expostos, que eram os bebês recém nascidos entregues no Seminário, sendo a primeira instituição de caridade em Mariana. Na porta do Seminário tinha um cesto em forma de roda, onde recebiam doações de alimentos, colocava-se girava para o lado de dentro. Logo algumas mães que não podiam criar seus filhos depositaram ali seus bebês recém nascidos.


O terceiro Hospital foi em Passagem de Mariana criado pela Mina da Passagem nos tempos da administração inglesa, de 1819 a 1924, onde hoje fica a rua do Hospital, com nome alterado para rua Yolanda Guimarães. No local do Hospital inglês restam apenas ruínas da sua escadaria. Foi o primeiro hospital da América Latina a ter raio X, na época era considerado um os aparelhos mais modernos. Ressalta-se a influência de Thomas Bawden, diretor da Mina Inglesa em Passagem que foi vereador e presidente da Câmara. Seu filho foi deputado e senador por Minas Gerais no tempo do Império e também no tempo da Primeira República. Hoje é nome de rua no centro de Mariana. Naquele tempo não existia o cargo de prefeito, nem de juiz, eram os vereadores que administravam a cidade e a justiça, por isso a Câmara era também cadeia. O hospital de Passagem foi demolido com a venda da mina pelos ingleses para a administração dos Guimarães.

O quarto Hospital foi criado também pela Igreja anexo ao Colégio Providência por iniciativa do bispo Dom Viçoso. A criação do Colégio foi em março de 1850 quando as irmãs mudaram da sua casa no Santana. Além de ser o primeiro colégio para moças de Minas, o Colégio Providência tinha em suas dependências um hospital onde hoje funciona o Hotel do Colégio Providência. Funcionou até abertura do Hospital Monsenhor Horta, para onde foram levados os equipamentos e camas.

O quinto hospital de Mariana, também por iniciativa da Igreja foi o Hospital Monsenhor Horta, construído em 1970 com doações da comunidade de Mariana e que até hoje atende a população. Em 1985 sua administração é da Sociedade Beneficente São Camilo. Em janeiro de 2026 a Câmara aprovou verba para construção de dez leitos de UTI, marcando a maior obra desde sua construção.
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